Esse tipo de areia é o mais apropriada para rebocos em geral; podendo ser utilizada na fabricação de concretos e misturada nas argamassas de bases (mais grossa).
A Areia fina também pode ser utilizado juntamente com as areias grossas ou médias para melhorar a distribuição de tamanho entre os grãos.
O termo "areia fina" é usado para designar o inerte com a dimensão máxima de 0,25 mm.
Areia Fina Branca
A areia fina é geralmente a mais usada na construção civil:
É o tipo de areia mais apropriada para rebocos em geral;
Também utilizada na fabricação de concretos;
A Rodeghel Areia e Pedra iníciou suas atividades no ano de 1997 seguindo o exemplo é dando continuidade no ramo de atividade de comercialização de Areia, Pedra e agregados, onde o Patriarca da família Sr Aldevando Rodeghel já trabalhava no ramo.
Atualmente tem como Ceo da Empresa o Sr Rodrigo Rodeghel, buscando atualizar e modernizar os processos da Empresa para atender com excelência os atuais clientes sem perder a essência da Empresa já praticados anteriormente.
Localizada na cidade de Sorocaba, em uma área estratégica de 5.000 m2 , temos a facilidade de atender nossos clientes com entregas rápidas, material de ótima qualidade, grande estoque para fornecimento imediato, diversas variedades de materiais, preço justo e respeito ao Meio Ambiente.
As empresas que estão ganhando bilhões com a guerra no Irã Getty Images Enquanto as famílias de todo o mundo contam os prejuízos gerados pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, algumas empresas vêm contabilizando altos lucros. As incertezas ocasionadas pelo conflito e o fechamento do estreito de Ormuz pelos iranianos estão aumentando o custo de vida e prejudicando o orçamento das empresas, famílias e governos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Mas, enquanto alguns enfrentam dificuldades, outros vêm registrando altos ganhos, com negócios que são mais lucrativos em tempos de guerra ou se beneficiando da instabilidade dos preços da energia. Aqui estão algumas das empresas e setores da economia que estão ganhando bilhões com a continuidade do conflito no Oriente Médio. Vídeos em alta no g1 1. Petróleo e gás O principal impacto da guerra à economia mundial, até aqui, foi o forte aumento dos preços da energia. Cerca de 20% do petróleo e do gás do mundo são transportados através do estreito de Ormuz. Mas este tráfego foi efetivamente interrompido no final de fevereiro. O resultado foi uma montanha-russa de oscilações de preços nos mercados de energia. E algumas das maiores empresas do setor de petróleo e gás do mundo lucraram com essas oscilações. Os principais beneficiários foram as gigantes petrolíferas europeias. Elas têm setores especializados na compra e venda de ativos (trading), que as permitiram ganhar com as fortes oscilações de preços, impulsionando seus ganhos. Os lucros da BP (British Petroleum), por exemplo, mais do que dobraram nos primeiros três meses do ano, atingindo US$ 3,2 bilhões (cerca de R$ 15,7 bilhões). Este resultado foi possível graças ao desempenho da sua divisão de trading, que a empresa considerou "excepcional". A Shell também superou as expectativas dos analistas, relatando um aumento dos lucros no primeiro trimestre do ano, atingindo US$ 6,92 bilhões (cerca de R$ 33,9 bilhões). Outra gigante internacional, a TotalEnergies, viu seus lucros saltarem em quase um terço, atingindo US$ 5,4 bilhões (cerca de R$ 26,4 bilhões) no primeiro trimestre de 2026. O aumento foi causado pela volatilidade dos mercados de petróleo e energia. Já as gigantes americanas ExxonMobil e Chevron tiveram queda dos ganhos, em comparação com o mesmo período do ano passado, devido à interrupção do fornecimento do Oriente Médio. Mas as duas empresas superaram as previsões dos analistas e esperam que seus lucros cresçam ao longo do ano, com os preços do petróleo ainda significativamente superiores aos níveis praticados no início da guerra. 2. Grandes bancos Alguns dos maiores bancos do planeta também viram seus lucros dispararem após o início da guerra no Irã. A receita de trading do JP Morgan atingiu o nível recorde de US$ 11,6 bilhões (cerca de R$ 56,8 bilhões), o que ajudou o banco a atingir o segundo maior lucro trimestral da sua história. Entre todos os demais bancos do grupo dos "Seis Grandes" (Bank of America, Morgan Stanley, Citigroup, Goldman Sachs e Wells Fargo, além do JP Morgan), os lucros aumentaram substancialmente no primeiro trimestre do ano. Ao todo, os bancos relataram lucros de US$ 47,7 bilhões (cerca de R$ 233,4 bilhões) nos três primeiros meses de 2026. "Os altos volumes de trading beneficiaram os bancos de investimentos, particularmente o Morgan Stanley e o Goldman Sachs", afirma a estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club, Susannah Streeter. O forte aumento da demanda de trading favoreceu os principais credores de Wall Street. Investidores correram para se desfazer de ações e títulos de maior risco e depositar seu dinheiro em ativos considerados mais seguros. Os volumes de trading também aumentaram devido aos investidores que buscaram se capitalizar em função da volatilidade dos mercados financeiros. Para Streeter, "a volatilidade desencadeada pela guerra gerou um pico de trading, pois alguns investidores venderam ações com medo da escalada do conflito, enquanto outros compraram em baixa, ajudando a alimentar a corrida pela recuperação". 3. Defesa O setor de defesa é um dos beneficiários mais imediatos de qualquer conflito, segundo a analista sênior da consultoria RMS UK, Emily Sawicz. "O conflito reforçou as lacunas da capacidade de defesa aérea, acelerando investimentos em defesas contra mísseis, sistemas de combate a drones e equipamento militar em toda a Europa e nos Estados Unidos, declarou ela à BBC. Além de destacar a importância das empresas do setor de defesa, a guerra cria entre os governos a necessidade de reabastecer seus estoques de armas, o que aumenta a demanda. A empresa BAE Systems, fabricante de produtos como os componentes dos jatos de combate F35, declarou em uma atualização comercial na quinta-feira (7/5) que espera forte crescimento das vendas e lucros em 2026. Ela mencionou o aumento das "ameaças de segurança" em todo o mundo, o que impulsiona os gastos governamentais com a defesa e, por sua vez, cria um "cenário de apoio" para a companhia. Três dos maiores fornecedores do setor de defesa do mundo, a Lockheed Martin, a Boeing e a Northrop Grumman, relataram atrasos recordes dos pedidos no final do primeiro trimestre de 2026. Mas as ações das empresas do setor, que tiveram fortes altas nos últimos anos, vêm caindo desde meados de março, em meio aos temores de que o setor possa estar supervalorizado. 4. Energia renovável O conflito também destacou a necessidade de diversificar as fontes de energia e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, segundo Streeter. Este fator "potencializou o interesse no setor de energia renovável", segundo ela — mesmo nos Estados Unidos, onde o governo Trump incentivou o uso de combustíveis fósseis, popularizando o slogan "perfurar, baby, perfurar". Streeter afirma que a guerra fez com que os investimentos em energias renováveis fossem considerados cada vez mais importantes para a estabilidade e a resiliência aos choques. Uma empresa que recebeu forte impulso foi a NextEra Energy, com sede no Estado americano da Flórida. Suas ações se valorizaram em 17% este ano, com os investidores se unindo à sua missão. As gigantes dinamarquesas da energia eólica Vestas e Orsted também relataram aumento dos lucros, destacando como as consequências da guerra no Irã também estão impulsionando as empresas de energia renovável. No Reino Unido, a empresa Octopus Energy declarou recentemente à BBC que a guerra trouxe "enorme impulso" para a venda de placas solares e bombas de calor. As vendas de painéis solares aumentaram em 50% desde o final de fevereiro. A alta dos preços da gasolina também aumentou a demanda por veículos elétricos. E os fabricantes chineses, particularmente, vêm aproveitando melhor esta oportunidade.
O conselheiro de Comércio e Manufatura do governo norte-americano, Peter Navarro, enfatizou o fato de duas das quatro maiores indústrias de carne do país são brasileiras Getty Images A reunião dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington nesta quinta-feira (7) coincide com uma nova rodada de ameaças do governo dos Estados Unidos contra gigantes brasileiras da carne que operam no país. Embora o tema não tenha feito parte da agenda dos presidentes na Casa Branca, múltiplas movimentações à margem da agenda diplomática indicam que a pauta está no radar das autoridades federais norte-americanas. Em entrevista coletiva após a reunião, na embaixada do Brasil em Washington, Lula brincou a respeito do menu do almoço oferecido por Trump na Casa Branca, que incluiu filé bovino grelhado: "Fiquei curioso para saber se era carne brasileira, mas não quis perguntar porque poderia não ser". Horas depois de a notícia da viagem-relâmpago de Lula aos EUA vir à tona na segunda-feira (4), o governo norte-americano anunciou detalhes de uma megainvestigação sobre a indústria de carne no país por suspeita de "práticas anticompetitivas", seguindo uma postagem presidencial feita em novembro de 2025. Vídeos em alta no g1 No alvo das apurações estão as chamadas Quatro Grandes (Big Four) do setor, responsáveis por cerca de 85% da atividade nos Estados Unidos. E duas dessas gigantes são brasileiras ou controladas por capital brasileiro: a JBS Foods USA e a National Food. Maior processadora de carne do mundo, a JBS é líder do setor em solo americano por meio da marca JBS Foods USA. Já a National Food é controlada pela brasileira MBRF, resultante da fusão entre a BRF e a Marfrig. Na lista de quatro gigantes estão também a Cargill e a Tyson Foods, de capital norte-americano. O empresário Joesley Batista, do Conselho de Administração da J&F, holding que abriga a JBS Foods USA, teria sido um dos articuladores do encontro entre Lula e Trump, segundo a agência Reuters. A processadora de carne de frango Pilgrim's Pride, uma das subsidiárias da JBS Foods USA, esteve entre as maiores doadoras de campanha de Trump em 2024, com um aporte de US$ 5 milhões (R$ 24,6 milhões). Batista esteve em Washington na quinta-feira (7) ao mesmo tempo em que ocorria a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca, segundo informações do jornal "O Globo". A investigação contra a megaindústria da carne havia sido antecipada em novembro de 2025 em postagem de Trump na sua rede social Truth Social, sem especificar os nomes das companhias. O secretário de Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, participou do anúncio de investigações sobre o setor da carne. GETTY IMAGES Companhias brasileiras no alvo Na segunda-feira (4), além de citar nominalmente as Quatro Grandes, representantes do governo dos Estados Unidos responsáveis pelas investigações fizeram declarações duras sobre o peso brasileiro no setor. O tom do anúncio contrastou com o clima ameno e otimista do encontro entre Trump e Lula. "[...] Metade das Quatro [Grandes] são brasileiras. E no meu mundo das tarifas eu me lembro vividamente de que recentemente, quando o presidente [Trump] impôs tarifas sobre o Brasil em razões de ações prejudiciais para o povo americano", afirmou Peter Navarro, conselheiro especial para Comércio e Manufatura do governo dos Estados Unidos, que participou do anúncio da investigação no Departamento de Justiça. "O que aconteceu? O lobby da carne, representado por brasileiros, silenciosamente ameaçou a Casa Branca de que nós veríamos a carne vendida nos supermercados americanos indo para onde? China", prosseguiu. E concluiu: "Não é apenas com abuso de preços e cartel que devemos nos preocupar. É também com a influência de estrangeiros em nossa cadeia de abastecimento". Economista com formação em Harvard, Navarro acompanha Trump desde o primeiro mandato (2017-2020) e é considerado o principal inspirador das políticas protecionistas do presidente norte-americano. "Essa investigação da JBS e da National Beef denota que a relação Brasil-Estados Unidos mergulhou em um enredo pautado em [política] antitruste, inflação alimentar e nacionalismo econômico", afirma Priscila Caneparo, doutora em Direito das Relações Econômicas Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professora do Curso de Relações Internacionais da Unicuritiba. O resultado, na opinião da professora, é uma "contaminação da agenda bilateral" por meio de acusações de concentração de mercado e segurança alimentar. Ao mesmo tempo, diz Priscila, ocorre um fortalecimento do discurso protecionista. Joesley Batista, da JBS, teria sido um dos articuladores do encontro entre Lula e Trump Getty Images Impopularidade e alta de preço da carne preocupam Trump O efeito político da medida, segundo a pesquisadora, é colocar as grandes empresas brasileiras sob suspeita em setores considerados estratégicos pelos Estados Unidos. As apurações anunciadas por Washington não são somente técnicas, sustenta Priscila. "[Por meio da investigação das Quatro Grandes] o governo dos Estados Unidos tenta responder a uma pressão doméstica, que é o preço dos alimentos, que gera inflação e foi uma bandeira de campanha de Trump", afirma a professora. O governo dos Estados Unidos anunciou também que vai recompensar financeiramente quem der informações sobre práticas ilícitas cometidas pela indústria da carne. "Há uma politização e uma tentativa de securitização muito tênue dessa discussão [sobre as práticas comerciais das empresas], tentando trazê-la para o campo da segurança nacional", define Natali Hoff, doutora em Ciência Política pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professora do Curso de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Às voltas com queda nos índices de aprovação e uma decisiva campanha para as eleições legislativas de meio de mandato — marcadas para novembro de 2026 —, Trump tenta enfrentar uma das questões mais candentes para o eleitorado: o custo de vida. O preço da carne é um componente importante da inflação no país. Para Natali, a investigação sobre empresas estrangeiras permite ao governo Trump "terceirizar" a culpa pelo aumento do preço da carne. "Trump está muito enfraquecido, principalmente depois da Guerra do Irã, e com isso [a investigação das gigantes da carne], consegue tentar emplacar algum tipo de discurso diante do eleitorado, sejam consumidores ou pecuaristas, que se irritaram com a ampliação das importações de carne para lidar com a alta dos preços." Em nota, a MBRF afirmou que atua em estrita conformidade com as leis de defesa da concorrência e mantém políticas robustas de governança e compliance. "[...] Nos Estados Unidos as operações da National Beef [subsidiária da MBRF] têm uma característica especial, já que elas são baseadas em sociedade de longa data com cerca de 700 produtores locais, que juntos detêm aproximadamente 18% do capital da empresa", diz a nota. A BBC News Brasil procurou a JBS e a J&F para tratar da investigação anunciada pelos Estados Unidos, mas não havia obtido resposta até o fechamento desta reportagem. A BBC News Brasil também questionou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e os Departamentos de Agricultura e Justiça dos Estados Unidos sobre a investigação norte-americana, mas não havia recebido retorno até a finalização desta reportagem. Assim que houver manifestação, o texto será atualizado
Carrapito: conheça doce artesanal de mais de um século feito com cana, mamão e gengibre Feito com cana-de-açúcar, mamão verde e gengibre, o carrapito é uma receita centenária que resiste ao tempo no interior de Alfredo Chaves, na Região Serrana do Espírito Santo. Produzido de forma artesanal pela família Bravim, o doce desperta memórias afetivas e mantém viva uma tradição que já dura mais de um século. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp "Às vezes, tem pessoas assim: 'Nossa, eu comi o seu doce, eu lembrei do meu avô, lembrei do meu bisavô'. Antigamente, todo mundo fazia carrapito, mas foi se perdendo. Toda casa tinha alguém que fazia", conta a produtora rural Rosana Javarini Bravim. Produção artesanal mantém tradição viva A produção acontece uma vez por semana, na propriedade que fica em Vila Nova do Ribeirão. A receita atravessou gerações da família de Adevaldo Valentin Bravim, mas só em 2018 passou a ser produzida de forma estruturada, após adequações exigidas pela Vigilância Sanitária. "Fui visitar outro produtor e vi a estrutura. Aí falei: 'Vou ter que construir uma igual'. E hoje está aqui preparadinha", contou Adevaldo. Mesmo com a profissionalização, o processo continua totalmente manual e envolve apenas três pessoas da família. Doce carrapito feito no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta LEIA TAMBÉM: De 'mato de comer' à alta gastronomia: plantas comestíveis viram aposta para produtor ganhar mais Você conhece a gabiroba gigante? Fruta rara da Mata Atlântica ficou famosa ao vencer concurso de sorvete Queijos do ES estão entre os melhores do Brasil; veja quais são e onde são produzidos Produção exige paciência A produção começa ainda no dia anterior, com a colheita dos ingredientes. "Colhe na segunda para já começar cedo na terça, senão não dá conta fazer tudo num dia só", explicou Adevaldo. O preparo é longo. O caldo de cana fica cerca de três horas fervendo antes de receber o mamão ralado e prensado. Depois, é preciso mexer a mistura por mais quatro horas no fogo até atingir o ponto ideal. "Tem que aguentar, né? A gente cansa, mas tem que mexer. Pode parar não", disse Luciana Bravim, que ajuda na produção. O toque final vem com o gengibre triturado, que dá sabor e aroma ao doce. Produção limitada e alta procura Atualmente, a família produz cerca de cinco tachos por semana, com aproximadamente 25 quilos cada, totalizando cerca de 300 bandejas. A demanda, no entanto, é maior do que a capacidade de produção. Segundo a Prefeitura de Alfredo Chaves, a família Bravim é a única que ainda produz o carrapito na região. E o doce já ultrapassou fronteiras. “Já teve gente levando para a Austrália. Também já teve encomenda para Santa Catarina”, contou Rosana. Doce carrapito feito no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Tradição que resiste ao tempo Apesar das dificuldades, como a falta de mão de obra e o trabalho intenso, a família faz questão de manter a tradição. "Faz pena deixar essa tradição perder. A gente já está ficando velho e é difícil outra pessoa começar, porque é muito trabalhoso", afirmou Adevaldo. Rosana, por outro lado, não guarda segredo da receita. Pelo contrário, incentiva que outras pessoas aprendam. "Gosto de ensinar para ver se desperta em alguém o desejo de fazer também”, disse. Mesmo assim, ela reconhece que há algo difícil de reproduzir. "Quando a gente faz algo com amor, com carinho, tudo fica melhor". Doce carrapito feito no Espírito Santo Reprodução/ TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X Julian Christ/Unsplash Enquanto usuários, ainda temos controle sobre quais conteúdos nos são apresentados no Facebook ou no Instagram? Ou somos direcionados deliberadamente a algoritmos personalizados para que eles coletem mais dados sobre nós e aumentem o tempo que passamos nessas plataformas? Essas são as questões centrais das investigações mais recentes da autoridade irlandesa de fiscalização de mídia contra a Meta, empresa‑mãe de ambas as redes sociais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A autoridade está examinando se os sistemas de recomendação do Facebook e do Instagram violam o Artigo 27 da Lei dos Serviços Digitais da UE (DSA, na sigla em inglês), criada para proteger cidadãos do bloco contra práticas desleais na internet. Segundo a DSA, os usuários devem ter, a qualquer momento, a possibilidade de compreender e modificar os algoritmos de suas redes sociais. Vídeos em alta no g1 Agora, no entanto, o foco é investigar se Meta usa interfaces manipulativas, conhecidas como "dark patterns" (padrões obscuros), para dificultar desnecessariamente essas opções de escolha. Caso seja confirmada uma violação do DSA, podem ser aplicadas multas de até 6% do faturamento anual global. No caso da Meta, isso poderia chegar a 20 bilhões de euros (R$ 116 bilhões). Como funcionam os dark patterns? Dark patterns são truques específicos de design na internet que têm como objetivo levar os usuários a fazer algo que, na verdade, não querem ou que não é de seu interesse. Eles exploram, por exemplo, a comodidade das pessoas, a falta de tempo ou o medo de perder algo. Assim, os usuários são induzidos a realizar compras, contratar assinaturas ou divulgar dados pessoais. No caso atual, a autoridade irlandesa de mídia investiga, por exemplo, se a Meta esconde deliberadamente, em vários submenus, a opção de alternar entre um feed personalizado e um feed puramente cronológico. Também se analisa se a empresa simplesmente redefine essa configuração após o fechamento do aplicativo, para que os usuários, frustrados, acabem concordando com o feed personalizado apenas para não serem mais incomodados. Outros exemplos similares Escritório da Meta em Menlo Park, Califórnia, Estados Unidos REUTERS/Nathan Frandino A Meta está longe de ser a única empresa de internet suspeita de usar esse tipo de prática. Interfaces do gênero existem tanto em redes sociais quanto em lojas virtuais, jogos para celular ou outros aplicativos. E praticamente todos nós já devemos ter nos deparado com um ou outro desses exemplos. Entre os dark patterns mais comuns estão: Confirmshaming: em uma solicitação ao usuário, por exemplo, para autorizar o rastreamento de dados para publicidade personalizada, há duas opções. O botão de consentimento é grande e colorido; o de recusa, pequeno e cinza. Muitas vezes, este último também traz uma rotulagem manipuladora, como "Não, prefiro continuar vendo anúncios irrelevantes", como se a escolha fosse vergonhosa ou inferior. Botões de "não" escondidos: frequentemente existe um botão "sim", enquanto a alternativa leva a "mais opções", obrigando o usuário a se clicar por vários submenus para finalmente selecionar "não". Em alguns casos, opções já vêm previamente marcadas (pre‑ticked boxes), e o usuário precisa desmarcá‑las ativamente. Pressão artificial de tempo: comum em lojas online, com a exibição de cronômetros piscando ou avisos como "Só resta 1 item em estoque!" ou "X pessoas estão vendo este produto agora". Isso cria estresse e incentiva compras rápidas e pouco refletidas. "Nagging" (importunação constante): o usuário é repetidamente incitado a realizar determinada ação, até que concorde apenas para se livrar do aviso irritante. Isso ocorre, por exemplo, em reservas de viagem feitas em várias etapas, nas quais a cada página reaparece a oferta de contratar um seguro adicional ou reservar assento mediante custo extra. Modelo "pague ou aceite" (pay or okay): obriga o usuário a escolher entre pagar para usar um site sem anúncios ou concordar com o processamento de dados para publicidade personalizada. Organizações de defesa do consumidor criticam esse modelo por não oferecer uma escolha realmente equivalente, pressionando os usuários a liberar seus dados, já que a alternativa é paga. "Hotel de baratas": é muito fácil se cadastrar ou assinar um serviço com poucos cliques, mas extremamente difícil cancelá‑lo. As opções de cancelamento ficam escondidas em submenus ou exigem carta escrita ou ligação telefônica. O termo vem de uma armadilha para baratas, na qual os insetos entram facilmente, mas não conseguem sair. Períodos de teste gratuitos que se convertem automaticamente em assinaturas pagas se não forem cancelados com antecedência. Os custos posteriores costumam ser exibidos de forma muito discreta. Como se proteger de dark patterns Com o Digital Services Act, a UE teoricamente proibiu operadores de plataformas online de usar tais práticas. Usuários não podem ser enganados, manipulados ou impedidos de tomar decisões livres por meio do design de um site. No entanto, os dark patterns frequentemente se movem em uma zona cinzenta jurídica. Não existe uma definição legal única e totalmente clara sobre a partir de quando um design é considerado "manipulativo". Por isso, a conscientização continua sendo a melhor proteção contra esses truques. Existem inúmeros dark patterns na internet – tantos que organizações de defesa do consumidor e projetos científicos já catalogaram diversos exemplos e tornaram públicos os mecanismos por trás deles. De modo geral, a Central Alemã de Defesa do Consumidor recomenda agir sempre com cautela na internet, não clicar rapidamente em botões pré‑definidos e verificar cuidadosamente caixas de seleção e carrinhos de compra. Além disso, usuários não devem se deixar pressionar a tomar decisões de compra apressadas nem permitir que sites provoquem sentimentos de culpa. Governo eleva classificação indicativa do YouTube e cita 'Novela das frutas'