Esse tipo de areia é o mais apropriada para rebocos em geral; podendo ser utilizada na fabricação de concretos e misturada nas argamassas de bases (mais grossa).
A Areia fina também pode ser utilizado juntamente com as areias grossas ou médias para melhorar a distribuição de tamanho entre os grãos.
O termo "areia fina" é usado para designar o inerte com a dimensão máxima de 0,25 mm.
Areia Fina Branca
A areia fina é geralmente a mais usada na construção civil:
É o tipo de areia mais apropriada para rebocos em geral;
Também utilizada na fabricação de concretos;
A Rodeghel Areia e Pedra iníciou suas atividades no ano de 1997 seguindo o exemplo é dando continuidade no ramo de atividade de comercialização de Areia, Pedra e agregados, onde o Patriarca da família Sr Aldevando Rodeghel já trabalhava no ramo.
Atualmente tem como Ceo da Empresa o Sr Rodrigo Rodeghel, buscando atualizar e modernizar os processos da Empresa para atender com excelência os atuais clientes sem perder a essência da Empresa já praticados anteriormente.
Localizada na cidade de Sorocaba, em uma área estratégica de 5.000 m2 , temos a facilidade de atender nossos clientes com entregas rápidas, material de ótima qualidade, grande estoque para fornecimento imediato, diversas variedades de materiais, preço justo e respeito ao Meio Ambiente.
Um aluno usa o celular depois de destravar a bolsa que impede o uso durante o período escolar, na escola Bayside Academy, 16 de agosto de 2024, em San Mateo, Califórnia, EUA. Lea Suzuki/San Francisco Chronicle via AP, Arquivo Uma reportagam do jornal "Financial Times" mostra como empresas nos Estados Unidos têm adotado uma medida incomum para reduzir distrações e proteger informações sensíveis: exigir que funcionários guardem seus celulares em bolsas lacradas durante o expediente. A prática, que já aparece em diferentes setores, busca limitar o uso dos aparelhos no ambiente de trabalho e reforçar a segurança de dados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o jornal, a empresa de verificação de identidade digital ID.me implementou o sistema há cerca de três anos para aproximadamente 290 funcionários. Os aparelhos são colocados em pequenos sacos que permanecem com os trabalhadores, mas só podem ser abertos em estações magnéticas específicas. Vídeos em alta no g1 Diferentemente de armários tradicionais, as bolsas permitem que os funcionários percebam chamadas ou notificações urgentes. O uso dos celulares segue liberado durante os intervalos. De acordo com o jornal, as empresas que adotam a medida apontam principalmente dois motivos: evitar vazamentos — intencionais ou acidentais — de dados sensíveis e aumentar a produtividade ao reduzir distrações. A fabricante dessas bolsas, a Yondr, afirma que seus clientes incluem tribunais, agências governamentais, creches e empresas com propriedade intelectual sensível. Segundo o CEO da empresa, muitas organizações recorrem ao sistema após tentativas frustradas de confiar apenas em regras internas de uso. "As organizações que nos procuram geralmente já tentaram o sistema de confiança", diz Graham Dugoni, fundador e CEO da Yondr. "O que esses ambientes têm em comum é o reconhecimento de que uma política de não usar celular não é o mesmo que um ambiente livre de telefones", conta. A discussão também ganhou força em ambientes corporativos. O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, já criticou o uso constante de celulares em reuniões, classificando o hábito como desrespeitoso e prejudicial à produtividade. "As pessoas estão em reuniões e recebem notificações, mensagens de texto pessoais e emails o tempo todo. Isso tem que parar. É desrespeitoso. É perda de tempo", afirmou. Apesar da resistência inicial, alguns trabalhadores relatam efeitos positivos. A funcionária Kamilah Muiruri, da ID.me, diz que a política melhorou sua relação com o celular e contribuiu para mais interação entre colegas. "Não preciso de tantas pausas para olhar meu celular." Para ela, há outro benefício. "Isso nos faz conectar com os outros. Eu não conhecia as pessoas do escritório porque estava focada nos amigos que tenho fora do trabalho. Agora, somos unidos como equipe e adoramos sair juntos". Ainda assim, a implementação não foi simples. A própria empresa relata que, nos primeiros meses, houve queixas e descumprimento frequente da regra, com parte dos funcionários interpretando a medida como falta de confiança da gestão. Kyle Scofield, vice-presidente sênior de suporte ao membro na ID.me, diz que quando a empresa adotou as bolsas, houve resistência de funcionários. "Durou mais do que eu esperava. Nos primeiros seis meses, as violações eram muito frequentes." Hoje, ele diz, "não saberia dizer a última vez que tivemos algo assim." A adoção das bolsas no ambiente corporativo segue uma tendência que já vem sendo testada em escolas. Em diferentes países, autoridades têm defendido a restrição do uso de smartphones em sala de aula como forma de reduzir a dependência digital e melhorar a concentração dos alunos. Nesse cenário, as bolsas lacradas surgem como uma alternativa prática — modelo que agora começa a ser replicado por empresas em busca de mais foco e menos distrações no trabalho. Efeitos na produtividade ainda são incertos Ainda segundo o jornal, especialistas destacam que os impactos da restrição ao uso de celulares não são consenso. Estudos indicam que a proibição pode aumentar a produtividade em tarefas simples e repetitivas, mas não necessariamente em atividades que exigem criatividade e autonomia. “É muito difícil para os pesquisadores determinar os efeitos de uma proibição em comparação com uma situação sem a restrição no mesmo contexto organizacional”, afirma Adrian Chadi, professor associado de economia da Universidade de Southampton. Segundo ele, o resultado varia conforme o tipo de trabalho. Enquanto funções mais operacionais podem se beneficiar da redução de distrações, atividades que dependem de pensamento criativo podem ter efeito oposto. Chadi também aponta que a medida pode ser mal recebida pelos funcionários, especialmente quando o uso do celular traz benefícios no dia a dia. “Também é possível que os trabalhadores percebam a proibição de forma negativa se o uso do aparelho oferecer vantagens claras no trabalho”, diz. Há ainda evidências de que permitir o uso dos celulares pode ajudar os funcionários a lidar com questões pessoais ao longo do expediente, o que pode ter impacto positivo no desempenho geral. Eoin Whelan, professor de análise de negócios e sociedade da Universidade de Galway, conduziu um estudo em uma empresa que voltou atrás na proibição. Segundo ele, a liberação dos aparelhos não prejudicou a produtividade e ajudou os trabalhadores a equilibrar demandas pessoais. "Depende do funcionário, mas no mundo de hoje, a maioria espera que haja uma fronteira entre trabalho e vida pessoal, especialmente aqueles responsáveis por cuidar da família fora do emprego", afirma. Uso de celular / telefone / aplicativo mensagem e comunicação Victor Lebre/g1 E como funciona no Brasil? No Brasil, empresas podem proibir ou restringir o uso de celulares pessoais durante o expediente, mas a medida precisa seguir alguns limites. Não há regra específica na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) sobre o tema, mas o empregador tem o chamado poder diretivo — ou seja, pode organizar, controlar e fiscalizar as atividades dos funcionários. Na prática, a restrição pode ser prevista em contrato de trabalho ou em regulamentos internos, especialmente em atividades que envolvam riscos à integridade física, proteção de dados ou sigilo profissional. “O uso do celular pode ser limitado, desde que não haja invasão da privacidade, da intimidade e da dignidade do trabalhador”, afirma o juiz do trabalho Luiz Antonio Colussi, titular da 9ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, em entrevista à Rádio TST. Segundo o magistrado, a fiscalização deve ser proporcional e baseada no bom senso. Medidas como restringir o uso durante a operação de máquinas ou veículos, por exemplo, são consideradas legítimas e ajudam a evitar acidentes e conflitos no ambiente de trabalho. O descumprimento das regras pode levar a advertência, suspensão e, em casos mais graves — como situações de risco —, até demissão por justa causa. Especialistas recomendam que as empresas deixem claras as regras e prevejam exceções, como uso em emergências ou durante os intervalos. Brasil bate recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025
Vamos olhar o copo meio cheio: embora o preconceito de idade ainda seja a norma, o valor dos trabalhadores experientes está começando a ganhar corpo – e reconhecimento. Essa é a tese defendida por Annie Coleman, fundadora da RealiseLongevity (algo como “tomando consciência da longevidade”), que, após quatro décadas no mercado financeiro, agora se dedica a ajudar organizações a enxergar vidas mais longas como uma vantagem competitiva. Seu lema é claro: se não há uma estratégia para a longevidade, não existe uma estratégia de crescimento. Annie Coleman: empresas que não retiverem talentos experientes enfrentarão escassez de mão de obra Divulgação Coleman utiliza histórias sob medida para ilustrar sua hipótese: nos arredores de Macclesfield, no noroeste da Inglaterra, uma filial da varejista de reformas B&Q enfrentava a alta rotatividade de empregados e a insatisfação recorrente dos clientes até pôr em prática um experimento simples: em 1989, a empresa compôs a equipe da loja majoritariamente com funcionários mais velhos. Os lucros aumentaram 18%, enquanto a rotatividade e o absenteísmo despencaram. A iniciativa levou a B&Q a abrir treinamento para todas as idades e a destacar veteranos em sua publicidade, tratando a experiência como uma vantagem, e não como um custo. Em 2007, a BMW começou a implementar adaptações ergonômicas de baixo custo em uma linha de montagem especializada em Dingolfing, na Alemanha. Focada em oferecer melhores condições aos funcionários de meia-idade e seniores, a empresa adotou estações de trabalho com altura ajustável, iluminação aprimorada e banquetas especializadas. O resultado? Um crescimento de 7% na produtividade. Um documento do Bank of America afirma que recrutar e reter colaboradores maduros está se tornando crucial à medida que as populações envelhecem. Por isso, benefícios inclusivos são vistos como um motor de desempenho organizacional, especialmente para funções onde o julgamento, a experiência e a qualidade da decisão são primordiais. Pesquisas recentes da AARP (American Association of Retired Persons), que conta com mais de 40 milhões de associados, e da OCDE (a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostraram que empresas com mais trabalhadores acima dos 50 ganham em eficiência. Da mesma forma, um estudo de 2022 do Boston Consulting Group revelou que equipes multigeracionais superam as homogêneas quando o julgamento e a mentoria sênior se combinam com as habilidades digitais dos jovens. No entanto, Coleman aponta que iniciativas como essas raramente são apresentadas como uma estratégia central. A maioria das corporações ainda projeta carreiras como se a eficácia atingisse o pico cedo – e como se a velocidade, o vigor e a inovação pertencessem exclusivamente aos jovens. Se a experiência melhora os resultados, por que tantas empresas expulsam as pessoas justamente quando o seu valor atinge o auge? Nos EUA, uma análise do Urban Institute mostrou que mais da metade dos trabalhadores acima de 50 anos foi desligada de empregos de longa data por reestruturações, e não por problemas de desempenho. Ela enumera três desafios urgentes: O êxodo prematuro: expulsar os 50+ do mercado por razões não relacionadas ao desempenho é uma falha sistêmica de design e sinônimo de perda de capital intelectual. O ponto cego da demanda: os gastos dos indivíduos acima de 55 anos devem chegar a US$ 15 trilhões anuais até o fim desta década. Ignorar esse público é desperdiçar oportunidades de crescimento. Vidas profissionais longas são inevitáveis: seja por necessidade financeira ou mudanças nas políticas previdenciárias, as pessoas trabalharão por mais tempo. Empresas que não retiverem talentos experientes enfrentarão escassez de mão de obra. A terceira idade no mercado de trabalho
A empresa chinesa de roupas esportivas que quer desafiar Nike e Adidas Getty Images via BBC A economia chinesa estava apenas começando a se abrir no final da década de 1980, quando um jovem determinado, que havia largado a escola no ensino médio, partiu para Pequim com 600 pares de sapatos. Ding Shizhong os fabricou em uma fábrica de um parente e pretendia vendê-los. O dinheiro que ganhou permitiu que ele montasse sua primeira oficina, onde começou a fabricar calçados para outras empresas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O jovem de 17 anos era um dos muitos empreendedores emergentes na China, enquanto o capitalismo decolava sob o olhar atento dos governantes do Partido Comunista. Mas, como se viu, Ding tinha planos muito mais ambiciosos. Desde então, seu negócio cresceu e se tornou uma gigante do vestuário esportivo chamada Anta, que vem construindo um portfólio de marcas internacionais, incluindo Arc'teryx e Salomon. Veja os vídeos em alta no g1: Vídeos em alta no g1 Recentemente, a empresa adquiriu uma participação na Puma. A Anta agora busca competir com marcas como Nike e Adidas, um objetivo que Ding deixou claro em 2005: "Não queremos ser a Nike da China, mas a Anta do mundo." A Anta pode ainda não ser um nome familiar no Ocidente, mas possui mais de 10 mil lojas na China e patrocina atletas de elite como a esquiadora freestyle Eileen Gu. Em fevereiro, a empresa inaugurou sua primeira loja nos EUA, no exclusivo bairro de Beverly Hills, em Los Angeles. A Anta é uma gigante do setor de roupas esportivas na China. CFOTO/Future Publishing via Getty Images via BBC A expansão global da empresa — que ocorre em um momento em que Donald Trump busca trazer de volta aos EUA empregos industriais por meio de tarifas — destaca o quão essenciais e competitivas as cadeias de suprimentos chinesas se tornaram para o setor manufatureiro. A ascensão da Anta — que significa "passos seguros" — não é um caso isolado. Décadas como a "fábrica do mundo" deram a diversas empresas chinesas ambiciosas a oportunidade de competir diretamente com as mesmas empresas que antes eram suas clientes. A Anta pretende conquistar o mercado internacional e competir com a Nike e a Adidas. Getty Images via BBC A 'capital mundial do calçado' Fundada em 1991, a Anta iniciou sua trajetória longe do glamour de Beverly Hills, como uma pequena fabricante na cidade de Jinjiang, na província de Fujian, no sudeste da China. Mas Jinjiang cresceu rapidamente, transformando-se de uma pacata cidade agrícola na "capital mundial do calçado", como parte do plano do governo para impulsionar indústrias específicas em diferentes províncias. Um grande volume de investimentos logo se seguiu, vindo de gigantes do calçado esportivo em busca de fábricas no exterior que lhes permitissem reduzir seus custos de produção. Em Jinjiang, assim como em cidades vizinhas ao longo da costa leste, surgiram diversos polos especializados em diferentes tipos de calçados, cada um com sua própria cadeia de suprimentos. No coração da região central de Jinjiang encontra-se o município de Chendai, uma área de cerca de 40 quilômetros quadrados com milhares de fábricas e fornecedores. Esse distrito ajudou a consolidar a reputação da cidade na fabricação de calçados para marcas globais como Nike e Adidas. Um terço dos trabalhadores de Jinjiang são empregados por fabricantes de calçados. CFOTO/Future Publishing via Getty Images via BBC Cada centro reunia fornecedores de cadarços, solados e tecidos, além de empresas de logística que ajudavam a transformar rapidamente projetos em produtos prontos para o varejo e a distribuí-los. Em 2005, a província de Fujian sozinha era responsável por quase um quinto da produção mundial de calçados, segundo estimativas das Nações Unidas. Até um terço dos trabalhadores de Jinjiang são empregados por uma das milhares de fábricas de calçados da cidade, o que a coloca entre os distritos econômicos de maior renda da China. Um fenômeno semelhante se desenvolveu em várias partes do gigante asiático. Jinjiang era apenas um dos muitos centros de manufatura na costa leste. Os outros produziam roupas ou eletrônicos. Esse nível de especialização na manufatura era inédito em qualquer outro lugar do mundo na época, afirma o professor Fei Qin, da Universidade de Bath, no Reino Unido, que pesquisou sobre fábricas no leste da China na década de 2000. À medida que clientes estrangeiros chegavam a essas fábricas para fechar negócios, o país colhia mais do que apenas receita. "Eles aprenderam não apenas a produzir mais, mas também a produzir melhor, mais rápido e de forma consistente", acrescenta Fei. A esquiadora olímpica de estilo livre Eileen Gu é embaixadora da marca chinesa de roupas esportivas Anta. Getty Images via BBC Uma firma global Foi nessas ruas que a Anta cresceu, fabricando calçados em larga escala e a baixo custo para marcas globais. Primeiro, ela estabeleceu uma vasta rede de distribuição para varejistas em toda a China, um fator crucial para fabricantes que buscam expansão. Ao mesmo tempo, a Anta construiu gradualmente o reconhecimento de sua marca no mercado interno, abrindo novas lojas e firmando parcerias com grandes eventos esportivos, incluindo competições nacionais de basquete e tênis de mesa. Empresas como a Anta sabem que há mais valor em ser uma marca reconhecida do que em ser uma subcontratada, afirma Fei. Em 2007, a Anta abriu seu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong, arrecadando cerca de US$ 450 milhões, um recorde na época para uma empresa chinesa de artigos esportivos. A China busca competir com grandes marcas após décadas sendo a "fábrica do mundo". Getty Images via BBC O consultor de marcas Wei Kan, que trabalhou para a Converse e a Nike na China, afirma que a Anta chamou sua atenção por seu centro de produção integrado, que lhe permitia projetar e comercializar calçados mais rapidamente do que seus concorrentes. Além disso, era uma das poucas empresas chinesas que visavam o mesmo segmento de consumidores que as principais marcas ocidentais, diz Kan. Empresas como a Anta, que começam fabricando produtos para marcas globais, gradualmente aprendem os fundamentos da gestão de negócios, prosperam na China e "naturalmente aspiram a objetivos mais ambiciosos", acrescenta Kan. Há muitos outros exemplos, como a empresa de tecnologia Xiaomi. Essa empresa começou como desenvolvedora de software, personalizando sistemas baseados em Android, antes de fabricar seus próprios telefones, dispositivos eletrônicos e, agora, veículos elétricos. Da mesma forma, a DJI fabricava acessórios para câmeras e componentes para drones antes de se tornar, por mérito próprio, uma fabricante internacional de drones. Talvez o exemplo mais conhecido seja a BYD, que antes fabricava baterias para pioneiros de veículos elétricos como a Tesla e agora é a principal fabricante mundial do setor. "Cada uma dessas empresas é agora uma gigante em seu campo", afirma Kan. 'Estratégia multimarca' Agora, a Anta está de olho no mercado ocidental. A empresa administra mais de 12 mil lojas na China. Ela também possui mais de 460 pontos de venda fora do país e planeja ter mil lojas operando somente no Sudeste Asiático nos próximos três anos. A Nike, que ainda detém a maior participação no mercado de calçados esportivos, tem apenas mil lojas em todo o mundo. As empresas chinesas são conhecidas por se expandirem rapidamente dentro do próprio país antes de se aventurarem no exterior, onde enfrentam maiores desafios para ampliar suas operações. Para começar, há um desafio relacionado à percepção. Os produtos chineses são frequentemente vistos como itens baratos, de baixa qualidade ou meras imitações. A Anta tentou superar essa barreira por meio de aquisições, como parte de uma abordagem que denomina "estratégia multimarca". A primeira grande jogada da empresa foi a aquisição dos direitos da Fila na China, em 2009, tornando a marca italiana uma das principais fontes de receita para seus negócios, explica Elisa Harca, da agência de marketing chinesa Red Ant Asia. Em 2019, a Anta adquiriu uma participação majoritária na marca finlandesa de artigos esportivos Amer Sports. Esse acordo deu à Anta o controle sobre as subsidiárias da Amer, incluindo marcas de luxo como Arc'teryx e Salomon. A Anta também é proprietária da Wilson, fabricante americana de raquetes e bolas de tênis usadas pela National Basketball Association (NBA), e neste ano adquiriu uma participação de 29% na Puma, permitindo que auxilie a empresa alemã em sua expansão na China. Essas ações ajudam a Anta a evitar "impor" seus produtos em todos os mercados e, em vez disso, usar suas marcas ocidentais como porta de entrada, afirma o analista de negócios Rufio Zhu, da agência global de marketing esportivo IMG. Dessa forma, a Anta consegue alcançar compradores que podem estar desconfiados de uma marca com o rótulo "made in China", observa Zhu. A empresa chinesa Anta adquiriu uma participação na Puma. Getty Images via BBC O patrocínio de celebridades é um ativo fundamental para uma marca global. A Nike, por exemplo, selou seu emblemático acordo com Michael Jordan na década de 1980. Já a Anta contratou jogadores de basquete como Klay Thompson e Kyrie Irving. No entanto, ainda não conseguiu fechar acordos na mesma escala daqueles que forjaram o prestígio de marcas como Nike ou Adidas. Além disso, ser uma marca chinesa traz certos obstáculos, dada a relação tensa de Pequim com o Ocidente, e particularmente com os Estados Unidos. A esquiadora americana Eileen Gu, embaixadora da marca Anta, foi alvo de críticas após sua decisão de representar a China em vez dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos. Empresas que atingem uma escala significativa devem manter um delicado equilíbrio entre a China e o Ocidente, argumenta Kan. "Marcas como a Anta devem estar preparadas para isso." Mudança de rumos A ascensão da Anta ocorre em um momento em que rivais como Nike e Adidas enfrentam seus próprios desafios, tanto globalmente quanto na China. As tarifas americanas impactaram os lucros dessas duas empresas, já que elas importam produtos fabricados na Ásia. A Nike também está lutando para estimular suas vendas, pois sua incursão no comércio eletrônico fracassou após a pandemia de Covid-19. Além disso, a demanda na China diminuiu. Essas dificuldades colocam a Anta em uma posição vantajosa no exterior, especialmente considerando o crescente interesse do consumidor por outras marcas, observa o especialista em marketing esportivo Zhu. "A questão não é se a Anta conseguirá aumentar sua visibilidade, mas se seus concorrentes serão capazes de se adaptar com rapidez suficiente para defender seu próprio espaço", acrescenta Zhu. Enquanto isso, a China está "preparando seus fabricantes para o futuro" acelerando a implantação de robôs nas fábricas, o que agiliza a produção e pode reduzir custos, acrescenta Fei. A inauguração da primeira loja da Anta nos Estados Unidos ocorreu após anos de venda de seus produtos no país por meio de lojas de departamento. Suas paredes estão repletas de prateleiras cheias de tênis e sapatos de basquete: dois segmentos de mercado que a Anta precisa conquistar nos EUA para competir com a Nike ou a Adidas. A empresa reconhece que ainda tem um longo caminho a percorrer. "Somos realistas quanto à concorrência, mas o cenário global de roupas esportivas não é um jogo de soma zero", disse um porta-voz da Anta à BBC. "Estamos confiantes de que os entusiastas do esporte reconhecerão as inovações e o valor da marca que a Anta oferece", acrescentou. * Reportagem adicional de Adam Hancock.
Nova variedade de banana começa a ganhar espaço nas lavouras do ES Bananeiras com folhas limpas, saudáveis, que não precisam de agrotóxico, dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados.🍌 Isto é o que garante a espécie Ambrosia, do tipo nanica, que surgiu na Jamaica e agora promete alavancar a produção do Espírito Santo. Resistentes a doenças e pragas e adaptáveis a diferentes ambientes e climas, as mudas deste novo tipo de banana começaram a ser distribuídas recentemente aos produtores capixabas após mais de 20 anos de pesquisa. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O agricultor Álvaro Gottardo se surpreendeu com os resultados: "Eu plantei, não pus nada, só fiz análise de solo. Depois, eu pus calcário e um adubo. Não queimou nada, nem uma folha, não tem nada queimado. E dá um produto bom, um cacho bem grande." Bananeiras da espécia Ambrosia dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados no Espírito Santo. Divulgação/Incaper 🌧️Planta mais tolerante às mudanças do tempo Os estudos sobre a planta foram conduzidos em Alfredo Chaves, Sul do estado, pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). O objetivo era observar o desenvolvimento da planta no Brasil, além do Espírito Santo, na Bahia, em São Paulo e na Amazônia. Os resultados foram animadores e mostraram uma boa adaptação da espécie em vários tipos de ambiente, como explica José Ventura, pesquisador do Incaper. "Essa é uma planta que tolera seca e tolera encharcamento. Há uns anos, logo depois da pandemia, nós tivemos enchentes e ela ficou alagada. A planta suportou o encharcamento e, depois do encharcamento, ela teve uma excelente recuperação. As outras bananas do tipo nanica não conseguiram." Outra vantagem da banana Ambrosia, segundo o especialista, é o tronco mais grosso, que promete facilitar o manejo nas lavouras. A característica dispensa a necessidade de escoramento e é mais resistente à broca. 🍌Vantagens da nova banana Ambrosia Fruta mais doce Cacho mais pesado Tronco mais grosso Resistência a doenças e pragas Dispensa o uso de agrotóxico Espécie de banana Ambrosia, do tipo nanica, surgiu na Jamaica e promete alavancar a produção do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta 🌱 Lavoura experimental O berço dos estudos foi a lavoura experimental do Incaper, um Banco Ativo de Germoplasmas (BAG), que atualmente conta com 26 espécies de bananas de todo o mundo. O espaço funciona como um acervo, em que cada tipo de planta é estudado por anos. É só após décadas de pesquisa, quando as vantagens de cultivar uma espécie de banana se comprovam, que as mudas são apresentadas aos produtores. Desde 1976, quando o BAG foi criado, cinco variedades foram recomendadas pelo Incaper. A Ambrosia é a sexta, e a primeira do tipo nanica. 🍌A importância da banana para o ES O Espírito Santo produz mais de 400 mil toneladas de banana por ano em 76 municípios, sendo que a banana-prata é responsável por 75% da produção, seguida pela banana-da-terra, e a nanica, em terceiro lugar. A cidade de Alfredo Chaves, onde a Ambrosia foi estudada, disputa com Itaguaçu, no Noroeste capixaba, o título de maior produtor estadual da fruta. Bananeiras da espécia Ambrosia dão frutos mais doces e produzem cachos mais pesados no Espírito Santo. Divulgação/Incaper O município é conhecido, inclusive, por realizar anualmente a Festa da Banana e do Leite há mais de 50 anos. A comemoração serve para celebrar a fruta que salvou os agricultores da cidade na década de 1960, quando a cafeicultura entrou em crise no país. Com o cultivo Ambrosia, a expectativa é que a produção capixaba de banana cresça ainda mais. O Incaper já distribuiu 1.200 mudas da planta para produtores de todo o estado e vai continuar auxiliando os interessados nos laboratórios particulares. Espécie de banana Ambrosia, do tipo nanica, surgiu na Jamaica e promete alavancar a produção do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo