Esse tipo de areia é o mais apropriada para rebocos em geral; podendo ser utilizada na fabricação de concretos e misturada nas argamassas de bases (mais grossa).
A Areia fina também pode ser utilizado juntamente com as areias grossas ou médias para melhorar a distribuição de tamanho entre os grãos.
O termo "areia fina" é usado para designar o inerte com a dimensão máxima de 0,25 mm.
Areia Fina Branca
A areia fina é geralmente a mais usada na construção civil:
É o tipo de areia mais apropriada para rebocos em geral;
Também utilizada na fabricação de concretos;
A Rodeghel Areia e Pedra iníciou suas atividades no ano de 1997 seguindo o exemplo é dando continuidade no ramo de atividade de comercialização de Areia, Pedra e agregados, onde o Patriarca da família Sr Aldevando Rodeghel já trabalhava no ramo.
Atualmente tem como Ceo da Empresa o Sr Rodrigo Rodeghel, buscando atualizar e modernizar os processos da Empresa para atender com excelência os atuais clientes sem perder a essência da Empresa já praticados anteriormente.
Localizada na cidade de Sorocaba, em uma área estratégica de 5.000 m2 , temos a facilidade de atender nossos clientes com entregas rápidas, material de ótima qualidade, grande estoque para fornecimento imediato, diversas variedades de materiais, preço justo e respeito ao Meio Ambiente.
De Nova York a Xangai: uma viagem nos trilhos da disputa entre EUA e China A experiência de sair de um aeroporto e chegar ao centro da cidade em poucos minutos ajuda a traduzir o ritmo das transformações urbanas na China. Em Xangai, um trem de levitação magnética — que não toca os trilhos — pode atingir mais de 400 km/h e conecta diferentes pontos da metrópole em questão de minutos. Mais do que uma inovação tecnológica, o sistema virou símbolo de um modelo de desenvolvimento baseado em três pilares: velocidade, escala e planejamento. Veja acima o vídeo da série 'Entre Dois Mundos', no Fantástico. Nas últimas décadas, o país asiático saiu de um cenário de pobreza para se tornar referência global em infraestrutura. Aeroportos, linhas de metrô e estações ferroviárias são construídos em ritmo acelerado e, muitas vezes, replicados em diferentes regiões com padrões semelhantes — como peças de um grande sistema. Segundo especialistas, a lógica por trás desse avanço está na capacidade de planejar e executar projetos de longo prazo sem interrupções políticas. Com o mesmo grupo no poder há décadas, o país consegue alinhar decisões estratégicas e manter continuidade nas obras, algo mais difícil em democracias com alternância de governo e disputas políticas. A escala também é um fator determinante. Grandes projetos são pensados para atender milhões de pessoas e replicados em diversas cidades, o que reduz custos por unidade. Na prática, isso significa que obras complexas podem ser concluídas em poucos anos e com orçamento menor do que projetos semelhantes em países ocidentais. A combinação entre velocidade e escala impacta diretamente o custo final. Especialistas explicam que quanto mais rápido uma obra é concluída, menores são os gastos com atrasos, revisões e mudanças de projeto — um problema comum em grandes empreendimentos ao redor do mundo. Além disso, o uso intensivo de dados tem ganhado espaço no planejamento urbano chinês. Informações sobre deslocamento, consumo e comportamento da população ajudam autoridades a tomar decisões sobre onde investir e como expandir a infraestrutura, tratando as cidades como sistemas dinâmicos em constante adaptação. Apesar dos avanços, o modelo também levanta questionamentos. A rapidez na execução muitas vezes vem acompanhada de decisões centralizadas, que podem incluir a realocação de moradores para dar lugar a novos projetos. Em alguns casos, famílias são transferidas para áreas mais distantes, com compensações financeiras ou novos imóveis — um processo que nem sempre ocorre sem resistência. Especialistas destacam que esse é o principal dilema do modelo chinês: a capacidade de transformar rapidamente o espaço urbano, mas com menor peso para decisões individuais. Em contrapartida, países com processos mais participativos enfrentam maior lentidão, custos elevados e entraves políticos. China ou EUA: quem vai liderar o futuro? Série estreia mostrando as diferenças entre Xangai e Nova York China constrói mais rápido e barato que os EUA; veja comparação entre Xangai e Nova York Trem mais rápido do mundo na China Reprodução/TV Globo Hoje, cidades como Xangai se tornaram vitrines desse modelo, reunindo arranha-céus, sistemas de transporte modernos e obras que impressionam pela escala. Ao mesmo tempo, expõem um debate mais amplo sobre o futuro das metrópoles: até que ponto é possível equilibrar eficiência, custo e participação social no desenvolvimento urbano. A resposta, ainda em construção, ajuda a explicar por que a infraestrutura se tornou peça central na disputa global por influência e desenvolvimento no século 21. O que explica avanço acelerado da infraestrutura na China o que explica avanço acelerado da infraestrutura na China
Acidente em Araquari na quinta-feira (25) PRF/Divulgação O Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes e mortes no trabalho. Foram 806.011 acidentes e 3.644 óbitos no ano, segundo estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes, além de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador que mede o impacto permanente de lesões graves e óbitos na vida dos trabalhadores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O levantamento foi elaborado com base nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no eSocial, que reúnem dados oficiais sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho no país. A base considera apenas trabalhadores com vínculo formal, ou seja, com carteira assinada. Acidentes de trabalho no Brasil Arte/g1 Vídeos em alta no g1 Após a queda observada em 2020, em meio à retração econômica provocada pela pandemia de Covid-19, os acidentes voltaram a crescer de forma contínua. Entre 2020 e 2025, houve aumento de 65,8% nos registros de acidentes e de 60,8% nas mortes. (veja comparativo abaixo) Embora a taxa de incidência – que relaciona o número de acidentes ao total de trabalhadores formais – tenha recuado ao longo da década, o avanço no número absoluto de casos indica que a expansão do emprego formal não foi acompanhada por melhorias equivalentes nas condições de segurança. Para o auditor-fiscal do trabalho e diretor de Segurança e Saúde no Trabalho da SIT, Alexandre Scarpelli, os dados reforçam a urgência de ampliar a proteção aos trabalhadores. “Os números evidenciam que ainda há um longo caminho a percorrer. É fundamental fortalecer a cultura de prevenção, aprimorar as condições de trabalho e ampliar a atuação integrada entre governo, empregadores e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, afirmou. Mortes por acidentes de trabalho Arte/g1 Desigualdade regional Em números absolutos, São Paulo concentra o maior volume de acidentes e mortes, reflexo do tamanho da economia. Ao todo, em 10 anos, são 2.219.859 acidentes (34,4% do total nacional) e 6.517 óbitos (23,7%). Os estados do Sul e Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro — concentram 68% dos acidentes e 62% das mortes, padrão associado ao peso industrial e do setor de serviços formais nessas regiões. Por outro lado, estados como Tocantins, Mato Grosso e Maranhão apresentam as maiores taxas de letalidade, indicando maior gravidade dos acidentes. Total de acidentes de trabalho por estado Arte/g1 Mato Grosso se destaca como um caso de “duplo alerta”, ao combinar alta incidência e elevada mortalidade. O estado está entre os três primeiros tanto na taxa de acidentes quanto na de letalidade, reunindo o maior risco ocupacional do país. Com 1.257 óbitos e taxa de letalidade de 9,24, cerca de 1 em cada 100 acidentes resulta em morte — o dobro da média nacional. O perfil econômico, fortemente baseado no agronegócio, no transporte de cargas e na construção de infraestrutura, ajuda a explicar o risco elevado. Já nas regiões Norte e Nordeste, há o que o estudo chama de “letalidade oculta”: apesar do menor volume de acidentes, estados como Tocantins, Maranhão, Pará, Rondônia e Piauí registram algumas das maiores taxas de mortes, indicando que os acidentes nessas regiões tendem a ser mais graves. Mortes por acidentes de trabalho Arte/g1 Saúde lidera acidentes; transporte concentra mortes A análise por atividade econômica revela um retrato desigual dos riscos ocupacionais no país. O setor de saúde, especialmente o atendimento hospitalar, lidera em número absoluto com mais de 500 mil acidentes, reflexo da alta concentração de trabalhadores e da sobrecarga das equipes, sobretudo no período pós-pandemia. Já o transporte rodoviário de carga aparece como o segmento mais letal do Brasil. Entre 2016 e 2025, o setor acumulou 2.601 mortes, com taxas de letalidade muito superiores à média nacional. Acidentes e mortes por setor Arte/g1 Quando o recorte é feito por ocupação, o quadro se torna ainda mais grave: enquanto os técnicos de enfermagem são os trabalhadores que mais sofrem acidentes, os motoristas de caminhão lideram as mortes, com 4.249 óbitos em 10 anos — mais de uma morte por dia, em média. A construção civil também figura entre os setores mais perigosos, combinando alto número de acidentes com elevada mortalidade, especialmente em atividades como obras de edifícios, terraplenagem e montagem industrial. Nesse último caso, o risco é extremo: em obras de montagem industrial, a taxa de incidência chega a 80 mil acidentes por 100 mil trabalhadores, indicando exposição contínua ao perigo. Acidentes e mortes por ocupação Arte/g1 Mudança no perfil dos acidentes O estudo também aponta transformações importantes no perfil dos acidentes de trabalho. Os acidentes típicos, ocorridos durante a execução da atividade profissional, representam cerca de 65% do total, mas os acidentes de trajeto ganharam peso ao longo dos anos. As doenças ocupacionais tiveram um pico atípico em 2020, impulsionadas pelos casos de Covid-19 reconhecidos como relacionados ao trabalho, especialmente entre profissionais da saúde. Outro destaque é o crescimento da participação feminina. As mulheres passaram a representar 34,2% dos acidentes registrados, com aumento de 48% ao longo da década, especialmente em setores como saúde, serviços e administração pública. Para o Ministério do Trabalho, os números reforçam a necessidade de fortalecer a cultura de prevenção no país. “Os dados mostram que ainda há um longo caminho até garantir ambientes de trabalho seguros. É fundamental aprimorar as condições laborais e ampliar a atuação integrada entre governo, empresas e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, conclui o estudo. Apesar da recuperação econômica e da formalização do emprego, o cenário indica que o crescimento sem investimento em segurança cobra um preço elevado: milhares de vidas interrompidas e milhões de trabalhadores afastados todos os anos. Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde
Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano, aponta relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios. Foto de Kashif Shah O Brasil é uma das maiores potências agrícolas do mundo, líder na produção e exportação de soja, carne bovina, café e açúcar. Ainda assim, depende fortemente de um dos principais produtos que sustentam essa atividade: os fertilizantes. Em 2025, o país importou 88% dos adubos usados nos plantios e bateu um recorde histórico, ao adquirir 45,5 milhões de toneladas no ano. Com isso, tornou-se o maior importador mundial da matéria-prima, segundo um relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios, elaborado por Carlos Cogo. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Além disso, cerca de 45% dos fertilizantes importados pelo Brasil vêm de países com alta propensão à instabilidade política ou violência motivada por fatores geopolíticos, como Rússia, Bielorrússia, Irã, Nigéria, entre outros. Um dos efeitos dessa dependência é a maior vulnerabilidade do Brasil a aumentos repentinos de preços. Um exemplo recente foi a disparada dos fertilizantes em meio à guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Esse cenário deve aumentar os custos de produção da próxima safra e, mais adiante, pressionar os preços dos alimentos no Brasil. O impacto só não será imediato porque boa parte dos plantios e colheitas deste ano utilizou adubos comprados antes da guerra. Vídeos em alta no g1 Choque externo expõe fragilidade A consultoria afirma que a dependência do Brasil de países em conflito deixou de ser um “risco teórico” e já se "materializou com força em episódios recentes". "O conflito entre Rússia e Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, foi o teste mais severo da vulnerabilidade do agronegócio brasileiro até então", diz a Cogo. Ele relembra que, com as sanções econômicas impostas à Rússia — responsável por cerca de 23% das importações brasileiras de fertilizantes —, os preços dispararam. Naquele momento, o custo do insumo subiu para os produtores brasileiros, mas o clima favorável garantiu uma safra recorde e evitou o repasse ao consumidor. "O conflito entre Israel e Irã trouxe um novo choque ao mercado", destaca. "A paralisação de fábricas iranianas de ureia — que produzem cerca de 9 milhões de toneladas por ano — e a interrupção do fornecimento de gás israelense ao Egito reduziram em aproximadamente 20% a oferta global de fertilizantes nitrogenados", acrescenta. Entre o início da guerra e o dia 16 de abril, o preço da ureia subiu 67%, segundo dados da StoneX Brasil. Dependência por tipo de fertilizante POTÁSSIO O potássio é o nutriente com maior grau de dependência de importação, mostra o relatório da Cogo Inteligência em Agronegócios. O Brasil produz internamente apenas cerca de 4% do que consome e importa os outros 96% de países como Canadá, Rússia e Bielorrússia. Nessa categoria, o cloreto de potássio é o principal produto importado. ➡️ O cloreto de potássio é usado nas principais culturas do país, como soja, milho, cana-de-açúcar e café, além de outras, como algodão, arroz, feijão, citros e banana. Ele fortalece as plantas, aumenta a resistência a pragas e à seca e melhora a formação de grãos e frutos. "O Brasil possui reservas conhecidas de potássio, mas sua exploração em escala comercial ainda é limitada", afirma o relatório. "O caso mais emblemático é o da Mina de Autazes, no Amazonas, cujo projeto poderia suprir até 20% da demanda nacional. No entanto, o empreendimento enfrenta, há anos, um processo de licenciamento ambiental complexo, envolvendo questões relacionadas a territórios indígenas e aos impactos ambientais na região", acrescenta. NITROGÊNIO A dependência de nitrogênio também é elevada, em torno de 95%. A ureia, principal fonte desse nutriente, é quase totalmente importada. ➡️ A ureia é utilizada em plantios como milho, cana-de-açúcar, trigo, arroz e café. Ela estimula o crescimento das folhas e a formação de grãos. "A produção industrial de nitrogênio no Brasil é onerosa. O processo mais utilizado é a síntese de Haber-Bosch, que converte gás natural e nitrogênio atmosférico em amônia, base para a produção de ureia", diz Cogo. "O principal entrave está no custo do gás natural no país, historicamente mais elevado do que nos principais produtores, como Rússia, Estados Unidos e países do Oriente Médio, onde esse insumo energético é mais abundante e barato", detalha. O analista afirma que a Petrobras já operou unidades de fertilizantes nitrogenados no país, conhecidas como FAFENs (Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados). “Em 2013, a empresa vendeu essas unidades, o que levou à perda de grande parte da capacidade nacional de produção de ureia”, diz. Em janeiro de 2026, a Petrobras anunciou a retomada das operações das FAFENs da Bahia, em Camaçari, e de Sergipe, em Laranjeiras, além de aprovar a reativação da unidade Araucária Nitrogenados (ANSA), no Paraná. FÓSFORO O Brasil tem uma dependência menor de fósforo, em torno de 72%. ➡️ O fósforo é usado em culturas como soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Ele estimula o desenvolvimento das raízes e garante o bom estabelecimento das plantas, especialmente nas fases iniciais do cultivo. "O país possui reservas expressivas de rocha fosfática, concentradas principalmente em Minas Gerais, Goiás e Ceará, e as explora com relativa regularidade", diz Cogo. Entre os projetos de destaque está a mina de Itataia, em Santa Quitéria (CE), com reservas estimadas em 8,9 milhões de toneladas. "Outros complexos em operação, como o da EuroChem em Serra do Salitre (MG), inaugurado em 2024 com capacidade de 1 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano, voltadas exclusivamente ao mercado interno, indicam que o segmento de fósforo apresenta um caminho de expansão mais viável", destaca o relatório.
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL O Ministério do Trabalhou estima que 4,56 milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial em cinco anos, entre 2026 e 2030, por conta da mudança nas regras para a concessão do benefício. O número de trabalhadores que perderá o benefício sobe ano a ano, progressivamente. A informação consta no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso Nacional neste mês pela equipe econômica. Pelas regras que vigoraram até 2025, o abono foi pago anualmente, no valor de até um salário mínimo, a trabalhadores que: receberam até dois salários mínimos no ano-base do abono; trabalharam com carteira assinada por ao menos 30 dias no ano-base. ▶️Com as mudanças propostas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2024, e aprovadas pelo Congresso Nacional, essa regra começou a mudar a partir deste ano. A partir de 2026, o valor da renda máxima para ter acesso ao abono salarial será corrigido pela inflação. Por outro lado, o salário mínimo terá ganho real (acima da inflação, seguindo as regras do arcabouço fiscal). A regra de transição vai chegar a um ponto em que, para ter acesso ao abono salarial, o trabalhador só poderá ganhar um salário mínimo e meio. Ou seja, o acesso ficará mais restrito. "Sobre as novas regras que começam a vigorar em 2026, o governo busca garantir a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a responsabilidade fiscal a longo prazo. A transição gradual permite que o mercado de trabalho e os trabalhadores se adaptem à nova realidade, focando o benefício na parcela da população com menor renda e assegurando que o abono salarial cumpra seu papel social de forma eficiente e equilibrada", diz o Ministério do Trabalho. Abono salarial PIS-Pasep 2026: consulta ao benefício é liberada; veja como fazer Projeções do governo ▶️Pelo fato de o abono salarial ser corrigido apenas pela inflação em 2026, terá direito ao benefício o trabalhador que recebeu, em 2024, 1,96 salário mínimo, e não mais, dois salários mínimos. Com isso, 559 mil trabalhadores deixarão de ter acesso ao benefício neste ano. ▶️Em 2027, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,89 salário mínimo. Deste modo, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 1,58 milhão. "Para o exercício de 2027, estima-se que receberão o abono salarial trabalhadores com rendimento médio de até 1,89 salário mínimo, com reduz em 1.585.923 o número de trabalhadores que seriam beneficiados no caso de pagamento para os trabalhadores com remuneração média de até dois salários mínimos, com economia de gastos estimada em R$ 2,2 bilhões", diz o Ministério do Trabalho. Em 2028, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,83 salário mínimo. Com isso, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 2,58 milhões. Em 2029, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,79 salário mínimo. Deste modo, 3,51 milhões de trabalhadores deixarão de receber o benefício em 2029. Em 2030, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,77 salário mínimo. Com isso, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 4,56 milhões. Aumento de gastos Apesar da economia prevista nos próximos anos com a retirada de trabalhadores que teriam direito ao benefício, pela regra anterior, o governo estimou que os valores pagos continuarão crescendo por conta do aumento no número de pessoas com carteira assinada. A expectativa é de que o número de trabalhadores celetistas avance de 59,86 milhões em 2026 para 67 milhões de trabalhadores em 2030. Com isso, o gasto anual com o abono salarial saltará, segundo as projeções do Ministério do Trabalho, de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030. Por conta do alto volume de gastos, o abono salarial é frequentemente citado por analistas como um benefício que deve ser aprimorado, ou até mesmo encerrado, pelo fato de não estar focado necessariamente na população mais pobre. De acordo com análise do economista Fabio Giambiagi publicada em 2022, o abono salarial: não combate o desemprego, pois quem recebe o abono está empregado; não combate a miséria, porque quem recebe o abono não está entre os 20% mais pobres do país. "Ele [abono salarial] ajuda a reduzir a informalidade? Não, porque quem recebe o benefício já está no mercado formal", concluiu Giambiagi, em artigo. Estudo promovido pela equipe econômica de Paulo Guedes, que comandava a Economia na gestão Jair Bolsonaro, também apontou que, do ponto de vista distributivo, a maioria do benefício tende a se concentrar nas camadas de renda média da população. "Consequentemente, o abono tem pouco efeito sobre o nível geral de desigualdade e pobreza da economia, embora contribua para uma redução da desigualdade dentro do grupo de trabalhadores formais", diz o estudo. A equipe de Paulo Guedes chegou a cogitar mudanças no abono salarial para destinar mais recursos ao Renda Brasil, programa de transferência de renda, mas a iniciativa foi abortada por Bolsonaro.