Esse tipo de areia é o mais apropriada para rebocos em geral; podendo ser utilizada na fabricação de concretos e misturada nas argamassas de bases (mais grossa).
A Areia fina também pode ser utilizado juntamente com as areias grossas ou médias para melhorar a distribuição de tamanho entre os grãos.
O termo "areia fina" é usado para designar o inerte com a dimensão máxima de 0,25 mm.
Areia Fina Branca
A areia fina é geralmente a mais usada na construção civil:
É o tipo de areia mais apropriada para rebocos em geral;
Também utilizada na fabricação de concretos;
A Rodeghel Areia e Pedra iníciou suas atividades no ano de 1997 seguindo o exemplo é dando continuidade no ramo de atividade de comercialização de Areia, Pedra e agregados, onde o Patriarca da família Sr Aldevando Rodeghel já trabalhava no ramo.
Atualmente tem como Ceo da Empresa o Sr Rodrigo Rodeghel, buscando atualizar e modernizar os processos da Empresa para atender com excelência os atuais clientes sem perder a essência da Empresa já praticados anteriormente.
Localizada na cidade de Sorocaba, em uma área estratégica de 5.000 m2 , temos a facilidade de atender nossos clientes com entregas rápidas, material de ótima qualidade, grande estoque para fornecimento imediato, diversas variedades de materiais, preço justo e respeito ao Meio Ambiente.
Prova de concurso público. Reprodução/Freepik O ano de 2026 começou em ritmo acelerado para quem busca uma vaga no serviço público. Nos primeiros meses, diversos concursos tiveram editais publicados, inscrições encerradas e até provas aplicadas, concentrando boa parte das oportunidades no primeiro trimestre. Mesmo assim, o cenário está longe de esfriar. Órgãos federais seguem com seleções previstas para os próximos meses e, em paralelo, várias instituições mantêm pedidos de autorização em análise no governo. 🔎 Levantamento da Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames (Aconexa) aponta a previsão de mais de 230 mil oportunidades ao longo do ano, considerando seleções federais, estaduais e municipais. Entre os processos com avanços mais concretos está o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que passou por mudanças no planejamento. Vídeos em alta no g1 Outros órgãos, como Controladoria-Geral da União (CGU), Advocacia-Geral da União (AGU), Banco Central do Brasil (BCB), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin), seguem aguardando aval do Ministério da Gestão. Na prática, isso significa que ainda há espaço para novos editais em 2026 — mas com maior grau de incerteza, já que tudo depende de autorização formal. Outro fator que influencia o ritmo dos concursos neste ano é o calendário eleitoral. A legislação não impede a realização de concursos públicos. Editais podem ser publicados, provas aplicadas e resultados homologados normalmente. A restrição vale apenas para nomeações e posses nos três meses anteriores ao pleito. Como o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, fica proibida a nomeação de aprovados entre 4 de julho de 2026 e 5 de janeiro de 2027. Na prática, isso tende a concentrar os esforços dos órgãos no primeiro semestre, tanto na publicação de editais quanto na conclusão das etapas dos concursos. ➡️ Veja abaixo o que se sabe sobre os principais concursos previstos. IBGE O concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segue como um dos mais aguardados do ano, mas passou por ajustes. Inicialmente, estavam previstas 39.108 vagas temporárias para atuação no Censo Agropecuário e no levantamento da população em situação de rua. Agora, o total foi reduzido para 36.946 vagas. Segundo o instituto, o número anterior era uma estimativa máxima e foi revisado após ajustes técnicos, considerando critérios operacionais e o uso de recursos públicos. Outro ponto alterado foi o cronograma da banca organizadora. A contratação, prevista para março, foi adiada para abril. As empresas interessadas puderam enviar propostas entre os dias 6 e 17. A expectativa é de que o edital seja publicado em maio, com resultados finais até novembro. A seleção será feita por processo seletivo simplificado, com provas objetivas — geralmente com cerca de 60 questões de múltipla escolha. O IBGE estima atrair cerca de 364 mil inscritos. CGU A Controladoria-Geral da União informou que mantém em andamento um pedido de autorização para novo concurso público. A solicitação prevê vagas para os cargos de auditor federal de finanças e controle e técnico federal de finanças e controle. Até o momento, não há definição sobre o número de vagas nem previsão de edital, já que o processo depende de autorização do Ministério da Gestão. AGU A Advocacia-Geral da União também aguarda resposta do governo para realizar um novo concurso. O pedido contempla: 265 vagas para carreiras jurídicas; 403 vagas para cargos administrativos. As oportunidades administrativas incluem funções como analista técnico-administrativo, administrador, contador, economista, estatístico, arquiteto, engenheiro, jornalista e médico. Segundo o órgão, os pedidos foram enviados ao Ministério da Gestão ao longo de 2025 e seguem sem resposta. Anac A Agência Nacional de Aviação Civil informou que encaminhou pedido de autorização em maio de 2025, mas ainda não há confirmação da realização do concurso em 2026. A proposta prevê: 228 vagas para especialista em regulação; 104 para analista administrativo; 103 para técnico em regulação; 60 para técnico administrativo. Além disso, há previsão de formação de cadastro de reserva. O órgão afirma que aguarda manifestação do governo para avançar no processo. Banco Central O Banco Central do Brasil mantém o pedido de concurso enviado em 2025. A solicitação prevê 560 vagas, distribuídas entre: técnico; auditor; procurador. De acordo com o BC, a necessidade está ligada à redução do quadro de servidores, principalmente devido a aposentadorias. O pedido ainda aguarda autorização. Abin A Agência Brasileira de Inteligência também confirmou que há um pedido em análise para carreiras de inteligência. Até agora, não há definição sobre o número de vagas, cargos ou prazo para publicação de edital. O órgão ressalta que a realização do concurso em 2026 ainda é incerta.
Dívida e inadimplência: entenda a diferença e como escapar da bola de neve Ter dívidas faz parte da vida financeira da maioria das pessoas. O problema começa quando elas deixam de ser pagas e viram inadimplência — sinal de que a dívida cresceu além da capacidade de pagamento, seja por juros altos, prazos curtos, imprevistos ou queda de renda. Esse desequilíbrio já afeta mais do que as famílias. Com muitos atrasos, a inadimplência tende a encarecer o crédito, desacelerar a economia e dificultar contratações. Sair desse ciclo exige estratégia, como priorizar dívidas caras, renegociar e evitar novos compromissos. Neste vídeo, você vai entender os riscos da inadimplência e como escapar da bola de neve. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.
Imposto de Renda 2026: MEI precisa declarar? Veja quem é obrigado Na hora de declarar o Imposto de Renda 2026, quem tem previdência privada precisa redobrar a atenção às regras, que mudam conforme o tipo de plano. Isso porque existem dois tipos principais de planos — o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) — que seguem lógicas distintas tanto na forma de declaração quanto na tributação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 PGBL x VGBL O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é indicado para quem utiliza a declaração completa, já que permite deduzir as contribuições feitas ao longo do ano, limitadas a 12% da renda tributável. “O PGBL permite que o contribuinte deduza as contribuições realizadas ao longo do ano da base de cálculo do imposto, o que pode resultar em uma redução do valor a pagar ou em uma restituição maior”, explica Jhonny Martins, especialista na área contábil, jurídica e vice-presidente do SERAC. Já o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) não permite dedução no Imposto de Renda, mas pode ser vantajoso no longo prazo. Segundo Martins, é mais indicado para quem usa o modelo simplificado ou já atingiu o limite de dedução do PGBL. "O VGBL apresenta uma vantagem relevante no futuro: a tributação incide apenas sobre os rendimentos, e não sobre o total investido”, afirma. Como funciona a tributação Na hora de declarar a previdência privada, outro ponto importante é o regime de tributação escolhido, que pode ser progressivo ou regressivo. Na tabela regressiva, as alíquotas diminuem conforme o tempo de aplicação, começando em 35% e chegando a 10% após 10 anos. Veja abaixo: 35% para recursos com prazo de acumulação inferior ou igual a dois anos; 30% para recursos com prazo de acumulação superior a dois anos e inferior ou igual a quatro anos; 25% para recursos com prazo de acumulação superior a quatro anos e inferior ou igual a seis anos; 20% para recursos com prazo de acumulação superior a seis anos e inferior ou igual a oito anos; 15% para recursos com prazo de acumulação superior a oito anos e inferior ou igual a 10 anos; 10% para recursos com prazo de acumulação superior a 10 anos. Já na tabela progressiva, o imposto segue as faixas tradicionais do IR, com ajuste anual. Veja abaixo: Segue a mesma lógica do Imposto de Renda tradicional, com alíquotas que vão de 0% a 27,5%; No resgate, há desconto de 15% na fonte, mas esse valor é apenas uma antecipação; O acerto final acontece na declaração anual, podendo gerar imposto a pagar ou restituição; No caso de aposentadoria (benefício), a tributação também segue a tabela do IR mês a mês. Uma mudança recente na legislação trouxe mais flexibilidade na declaração da previdência privada no Imposto de Renda 2026. Com a Lei 14.803/2024, o contribuinte não precisa mais decidir o regime tributário apenas na contratação. Em muitos casos, passou a ser possível escolher entre progressivo e regressivo até o momento do primeiro resgate ou do recebimento do benefício. Como declarar cada plano PGBL: deve ser informado na ficha “Pagamentos Efetuados” (códigos 36 ou 37) VGBL: deve ser declarado na ficha “Bens e Direitos” (grupo 99, código 06) No resgate: No PGBL, o imposto incide sobre o valor total (contribuições + rendimentos) No VGBL, incide apenas sobre os rendimentos Erros comuns e como evitar Erros no preenchimento ainda são comuns e podem levar à malha fina. “Entre os equívocos mais frequentes estão a confusão entre PGBL e VGBL, a tentativa de deduzir valores sem atender aos requisitos legais e o desrespeito ao limite de 12% da renda tributável. A fiscalização é intensificada pelo cruzamento de dados realizado pela própria Receita Federal”, alerta Martins. Para evitar problemas, o contribuinte deve: Conferir todos os dados antes do envio; Guardar comprovantes por pelo menos cinco anos; Corrigir rapidamente eventuais erros com declaração retificadora. Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2026 quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado; contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado; quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto; quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguido de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias; quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural; quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil; quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025; quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física; quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior; quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024); quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos; deseja atualizar bens no exterior; quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Campanha incentiva doação do IR ao Fundo da Criança em São Pedro Reprodução/TV Globo
Bruno Carazza: Primeiro 'Desenrola' trouxe alívio temporário no endividamento O Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal na segunda-feira (4), deve aliviar de imediato o orçamento de famílias endividadas, mas levanta preocupações econômicas estruturais e não impede o agravamento do endividamento no futuro. Essa é a avaliação de especialistas em finanças ouvidos pelo g1, que elencaram prós e contras da nova medida do governo para reduzir as dívidas de famílias e empresas no país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O programa prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos — o equivalente a R$ 8.105 —, com possibilidade de uso de parte dos recursos do FGTS. A medida provisória que cria o Novo Desenrola foi editada na noite de segunda-feira, enquanto a portaria que regulamenta o programa foi publicada nesta terça-feira (5), dando base legal para que os bancos comecem, de fato, a operar as renegociações. Como mostrou o g1, até esta terça-feira, as instituições financeiras haviam apenas indicado portais oficiais para pré-cadastro de interessados. No início da noite, a Febraban informou que o sistema seria liberado ainda na terça, permitindo o início das negociações pelos bancos. Veja abaixo os principais pontos positivos e negativos do programa, segundo especialistas. Positivos: Alívio no bolso ajuda no controle das contas Programa ataca dívidas com juros elevados Inclusão do Fies beneficia jovens endividados Uso do FGTS ajuda a evitar novos empréstimos Bloqueio às bets melhora o controle de gastos Negativos: Alivia agora, mas não resolve a causa do problema Gastos públicos e juros altos criam ciclo vicioso Risco de mais consumo e novo endividamento Uso do FGTS reduz proteção e afeta a habitação Bom pagador pode acabar sendo 'penalizado' Pontos positivos 1. Alívio no bolso ajuda no controle das contas O benefício mais imediato é a melhora no humor e na saúde financeira da população. O economista e professor de finanças do Insper Alexandre Chaia afirma que o programa traz um "alívio das famílias" em um cenário em que a renda cresce, mas o endividamento ainda compromete a qualidade de vida. "Quando você cria um programa que melhora a relação da dívida e reduz os juros, esses são pontos positivos", afirma, ressaltando que a medida abre mais espaço no orçamento. O especialista afirma que contrair dívida não é necessariamente negativo. Ele cita compras parceladas como uma "forma de adquirir um bem que não seria possível comprar à vista, usando o sistema financeiro para financiar". "O problema é o custo da dívida, que hoje é elevado no Brasil por causa dos juros." 2. Programa ataca dívidas com juros elevados Os juros estão diretamente ligados ao alívio no bolso. O Novo Desenrola prevê descontos de 30% a 90% nas dívidas, a depender do tempo de atraso e do tipo de crédito. (leia mais) A planejadora financeira Carol Stange afirma que a renegociação "representa uma saída real" para quem está preso a um ciclo de juros que pode chegar a 400% ao ano. "A renegociação com desconto de até 90% e juros limitados a 1,99% ao mês representa uma saída real. O alívio no orçamento mensal é imediato para quem aderir", diz. 3. Inclusão do Fies beneficia jovens endividados A inclusão de dívidas estudantis é vista por especialistas como um acerto estratégico. Para Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, a renegociação envolvendo o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) alcança um problema estrutural relevante da educação superior. "Isso pode evitar que um passivo de longo prazo continue travando a vida financeira de jovens e recém-formados", diz. O programa prevê descontos de até 99% nas dívidas do Fies. Estarão aptos a receber os descontos estudantes com parcelas vencidas e não pagas há mais de três meses. (leia mais) 4. Uso do FGTS ajuda a evitar novos empréstimos A possibilidade de usar o saldo do FGTS é vista como uma troca racional, embora traga preocupações no médio e longo prazo. (leia mais nos pontos negativos) Para o economista Alexandre Chaia, inicialmente, o uso pode ser positivo ao "trocar um dinheiro que rende pouco por uma dívida que tem um custo alto". Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil, segue na mesma linha. Para famílias com pouco dinheiro disponível, o fundo funciona como um "respiro financeiro imediato", sem a necessidade de novos empréstimos. O Novo Desenrola permite usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar ou reduzir dívidas. (leia mais) 5. Bloqueio às bets melhora o controle de gastos O programa prevê o bloqueio do CPF do beneficiário em plataformas de apostas por 12 meses, como forma de reduzir o risco de novo endividamento. Especialistas veem a medida como positiva para conter gastos compulsivos e vincular a renegociação da dívida a um mecanismo comportamental. "Faz sentido, já que parte do endividamento atual tem relação direta com o crescimento das bets", afirma a planejadora financeira Carol Stange. Pontos negativos 1. Alivia agora, mas não resolve a causa do problema Há consenso entre os especialistas de que o Novo Desenrola não resolve o problema estrutural do endividamento. No centro da questão estão a falta de educação financeira e os juros elevados no país. Com a taxa Selic em 14,50% ao ano, o acesso ao crédito fica mais caro. Nesse cenário, o Brasil tem o segundo maior juro real do mundo. "O programa trata a consequência, que é a dívida já acumulada, mas não elimina o fator que empurra as famílias para o vermelho, como crédito caro, renda apertada e juros altos", diz Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil. Ou seja, sem mudanças estruturais, parte das famílias tende a se endividar novamente. O economista Bruno Carazza, comentarista do Jornal da Globo, lembra que o primeiro Desenrola, em vigor de junho de 2023 a maio de 2024, trouxe um alívio temporário no endividamento. Ele observa, no entanto, que a curva de endividamento voltou a subir após o período. (veja o vídeo no topo desta reportagem) 2. Gastos públicos e juros altos criam ciclo vicioso Os especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que as garantias públicas usadas nas renegociações feitas pelos bancos podem aumentar a pressão sobre as contas do governo. A equipe econômica informou que vai usar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Novo Desenrola. “O governo vai usar um dinheiro que não é dele. Então, vai ter que repor em algum momento”, diz Chaia, do Insper. Esse risco levanta a preocupação de que o problema esteja apenas sendo empurrado para frente, sem ser resolvido de fato. Com mais gastos públicos para sustentar o programa, aumenta a pressão sobre as contas do governo e sobre a taxa básica de juros (Selic), o que mantém os juros altos e faz o ciclo se repetir. "O governo dá subsídios para ajudar as famílias, o que aumenta o endividamento público e faz o Banco Central manter os juros altos para conter a inflação — o que, no fim, acaba prejudicando as próprias famílias", resume Chaia. 3. Risco de mais consumo e novo endividamento Outra preocupação é também com o aumento do consumo. O alívio no orçamento e a volta do acesso ao crédito podem estimular novos gastos, transformando esse fôlego momentâneo em risco de novas dívidas. “O problema é que as famílias vão voltar a se endividar, porque, no fim das contas, o alívio tem como objetivo estimular mais consumo — criando mais dívida no longo prazo”, alerta Chaia. Na visão do professor, há um caráter eleitoreiro na medida, já que o programa busca melhorar o humor da população a cerca de seis meses da disputa e, de alguma forma, elevar a popularidade do governo. 4. Uso do FGTS reduz proteção e afeta a habitação Apesar de dar um alívio imediato, o uso do FGTS reduz o dinheiro que o trabalhador tem guardado para momentos críticos, como uma demissão, enfraquecendo sua proteção financeira. Para os especialistas, isso acaba sendo trocar uma reserva de segurança por uma solução que resolve só o curto prazo. "Usar até 20% desse saldo para pagar dívida é uma decisão que precisa ser calculada com cuidado, e não tomada no impulso do alívio imediato. Para quem tem emprego instável, pode ser trocar uma vulnerabilidade por outra", alerta a planejadora financeira Carol Stange. Além do impacto individual, o uso do FGTS também preocupa pelo efeito no financiamento da habitação popular. O fundo é uma das principais fontes de recursos do programa Minha Casa Minha Vida e pode diminuir a capacidade de sustentar o programa. “O governo vai ter que entrar com dinheiro público para substituir os recursos do FGTS que estão sendo usados para manter o Minha Casa Minha Vida funcionando”, diz Chaia, do Insper. 5. Bom pagador pode acabar sendo 'penalizado' Especialistas também avaliam que a medida pode reforçar a expectativa de que novos programas de renegociação ou perdão de dívidas voltem a ocorrer com frequência, o que pode enfraquecer a disciplina de pagamento de parte dos devedores. "Esse é o chamado risco moral, que é um argumento comum contra esse tipo de política", diz Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil. Nesse cenário, há o risco de que o custo dessas iniciativas, financiadas com recursos públicos, seja diluído para toda a sociedade, inclusive para quem mantém as contas em dia. O economista Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, já havia avaliado o tema antes do lançamento do Novo Desenrola. Para ele, o Brasil não estimula o bom pagador e, pelo contrário, acaba premiando o mau pagador. ENTENDA NO VÍDEO ABAIXO: Daniel Sousa: 'O Brasil não estimula o bom pagador. Pelo contrário: premia o mau pagador'