Esse tipo de areia é o mais apropriada para rebocos em geral; podendo ser utilizada na fabricação de concretos e misturada nas argamassas de bases (mais grossa).
A Areia fina também pode ser utilizado juntamente com as areias grossas ou médias para melhorar a distribuição de tamanho entre os grãos.
O termo "areia fina" é usado para designar o inerte com a dimensão máxima de 0,25 mm.
Areia Fina Branca
A areia fina é geralmente a mais usada na construção civil:
É o tipo de areia mais apropriada para rebocos em geral;
Também utilizada na fabricação de concretos;
A Rodeghel Areia e Pedra iníciou suas atividades no ano de 1997 seguindo o exemplo é dando continuidade no ramo de atividade de comercialização de Areia, Pedra e agregados, onde o Patriarca da família Sr Aldevando Rodeghel já trabalhava no ramo.
Atualmente tem como Ceo da Empresa o Sr Rodrigo Rodeghel, buscando atualizar e modernizar os processos da Empresa para atender com excelência os atuais clientes sem perder a essência da Empresa já praticados anteriormente.
Localizada na cidade de Sorocaba, em uma área estratégica de 5.000 m2 , temos a facilidade de atender nossos clientes com entregas rápidas, material de ótima qualidade, grande estoque para fornecimento imediato, diversas variedades de materiais, preço justo e respeito ao Meio Ambiente.
Protesto na Argentina tem confronto entre policiais e manifestantes A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei. A paralisação nacional começará assim que a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro. Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas — será apenas interrupção das atividades. A convocação da greve aumenta a tensão entre o governo e os sindicatos, que têm forte influência política na Argentina. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 REUTERS/Francisco Loureiro A reforma trabalhista promovida pelo presidente argentino Javier Milei foi aprovada pelo Senado na madrugada da última quinta-feira (12), por 42 votos a favor e 30 contra, e agora segue para análise da Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso. O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara, mas já é considerado uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, ao revisar regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. A votação foi marcada por forte tensão política e social. Na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires. Sindicatos e partidos de oposição afirmam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que a reforma é ampla, reúne dezenas de artigos e faz parte de um pacote maior de mudanças estruturais voltadas à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento na Argentina. Protestos contra o governo na Argentina
Plataforma de petróleo Divulgação Os preços do petróleo subiram ligeiramente nesta segunda-feira (16), conforme investidores avaliavam as implicações das próximas negociações entre os Estados Unidos e o Irã para o mercado. O encontro visa diminuir as tensões, em um contexto de aumentos previstos na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+). Os futuros do petróleo Brent (referência internacional) subiram 0,6%, para US$ 68,16 (R$ 356,40) por barril às 12h08 no Brasil. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA estava a US$ 63,32 (R$ 331,09) por barril, com alta de 0,7%. O contrato não terá liquidação na segunda-feira, feriado do Dia dos Presidentes nos Estados Unidos. Os temores de interrupção no fornecimento devido às tensões entre os EUA e o Irã ajudaram a manter os preços do petróleo estáveis, disse o analista da PVM, Tamas Varga, à Reuters. Veja os vídeos em alta no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 As negociações devem ficar moderadas, com os mercados da China, Coreia do Sul e Taiwan fechados para os feriados do Ano Novo Lunar. Na semana passada, os dois índices de referência registraram quedas semanais, com o Brent fechando cerca de 0,5% abaixo e o WTI perdendo 1% após comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Washington poderia chegar a um acordo com Teerã no próximo mês. Os dois países devem realizar uma segunda rodada de negociações em Genebra na terça-feira (17) sobre o programa nuclear de Teerã. Na véspera das negociações com Washington, mediadas por Omã, o ministro das Relações Exteriores do Irã se reuniu com o chefe da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU). O Irã está buscando um acordo nuclear com os EUA que traga benefícios econômicos para ambos os lados, com investimentos em energia e mineração e compras de aeronaves em discussão, segundo um diplomata iraniano. Os EUA estão se preparando para a possibilidade de uma campanha militar sustentada caso as negociações não tenham sucesso, disseram autoridades americanas à Reuters. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que, em caso de ataques ao território iraniano, poderia retaliar contra qualquer base militar americana. “O aumento da tensão iraniana pode levar o Brent a US$ 80 por barril. O enfraquecimento da tensão faria com que ele caísse para US$ 60 por barril”, disseram analistas do SEB em uma nota. Com as tensões entre os EUA e o Irã elevando os preços do petróleo, os países da Opep+ estão colocando um freio nessa alta, inclinando-se para uma decisão de retomar os aumentos de produção a partir de abril em sua reunião de 1º de março, após uma pausa de três meses, informou a Reuters. Enquanto isso, as importações chinesas de petróleo russo devem subir pelo terceiro mês consecutivo, atingindo um novo recorde em fevereiro, depois que a Índia reduziu as compras devido à pressão dos EUA, de acordo com dados de rastreamento de navios.
Governo vai enviar proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso O Brasil avalia, pela primeira vez, promover um acordo comercial parcial entre o Mercosul e a China, segundo altos funcionários do governo brasileiro. A iniciativa representaria uma mudança relevante na postura da maior economia da América Latina. Historicamente, o país vetou negociações formais com Pequim para proteger a indústria nacional do avanço das importações chinesas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 No entanto, diante da busca da China por laços comerciais mais profundos e das sucessivas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a reavaliar essa posição. Uma declaração conjunta divulgada durante a visita do presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, a Pequim, onde se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que ambos esperam que as negociações de livre comércio entre China e Mercosul possam começar “o mais rápido possível”. 👉 O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com a Bolívia prestes a se tornar membro pleno do bloco. Embora um acordo comercial amplo ainda esteja distante, dois integrantes do governo brasileiro afirmaram que um pacto parcial entre Mercosul e China passou a ser visto como uma possibilidade de longo prazo. A avaliação leva em conta as tarifas impostas pelos EUA a parceiros comerciais, que têm afetado o comércio global e alterado alianças econômicas. Os ministérios das Relações Exteriores e do Comércio da China não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A mudança de postura do Brasil reflete o que um dos funcionários, que pediu anonimato devido à sensibilidade do tema, classificou como um “novo cenário global”. “Precisamos diversificar nossos parceiros”, afirmou o funcionário. Segundo ele, a China oferece a possibilidade de um acordo parcial, restrito a algumas faixas tarifárias. Outro representante do governo brasileiro, envolvido diretamente nas negociações internas do Mercosul, disse que o bloco poderia avançar em temas como cotas de importação, procedimentos alfandegários e regras sanitárias e de segurança. Esses pontos, segundo ele, já abririam espaço relevante no mercado chinês. O mesmo funcionário afirmou que ainda é cedo para indicar quais setores poderiam ser incluídos nas negociações, classificando o tema como “altamente complexo”. Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, durante visita oficial do presidente brasileiro à China Ricardo Stuckert/Presidência da República via BBC "Nova dinâmica na região" O Brasil tem demonstrado cautela em relação a um acordo mais amplo, por receio de que a grande capacidade industrial da China prejudique os fabricantes nacionais. Apesar disso, os investimentos chineses na produção brasileira cresceram nos últimos anos, movimento que o governo brasileiro tem interesse em preservar. Segundo Ignacio Bartesaghi, especialista em política externa da Universidade Católica do Uruguai, as políticas econômicas do presidente dos EUA, Donald Trump — que incluíram pressão sobre países latino-americanos para reduzir laços com a China — podem estar incentivando Pequim a buscar novos acordos comerciais na região. “Há uma nova dinâmica regional no comércio, impulsionada principalmente por Trump”, afirmou Bartesaghi. “Ideias que antes pareciam completamente travadas agora podem avançar”, acrescentou. Ainda assim, qualquer acordo no âmbito do Mercosul exige consenso entre todos os membros, o que impõe desafios relevantes. O Paraguai é um dos poucos países no mundo que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, reivindicada pela China. Esse fator, segundo autoridades brasileiras, dificulta — embora não inviabilize — um acordo com Pequim. Em 2025, o Paraguai importou US$ 6,12 bilhões em mercadorias da China e participou das discussões entre Mercosul e China, indicando que o diálogo segue aberto. O presidente paraguaio, Santiago Peña, afirmou que não se opõe a um acordo, desde que seja respeitado o direito do país de manter relações diplomáticas com Taiwan. “Se existe hoje um bloco capaz de negociar com qualquer país ou grupo, esse bloco é o Mercosul”, disse Peña em entrevista concedida em julho à imprensa argentina. A Argentina, terceira maior economia da América Latina, também pode dificultar o consenso. Desde a posse do presidente Javier Milei, em 2023, o país se aproximou de Washington. Milei priorizou o fortalecimento dos laços com os EUA, incluindo um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões com o Tesouro americano. Apesar disso, a China segue como um importante credor e um dos principais compradores das exportações agrícolas argentinas. Cúpula do Mercosul. Da esquerda para a direita: o presidente do Panamá, José Raúl Mulino; o presidente da Argentina, Javier Milei; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Aramayo. Foz do Iguaçu (PR), no Brasil, em 20 de dezembro de 2025. EVARISTO SA/AFP Ainda assim, especialistas como Bartesaghi avaliam que Buenos Aires pode resistir, ao menos no curto prazo, a apoiar negociações lideradas pela China dentro do Mercosul, sobretudo se isso comprometer os esforços do governo Milei para obter apoio dos EUA a reformas econômicas e financiamento. O Ministério das Relações Exteriores da Argentina afirmou que não comentaria “hipóteses” ao ser questionado sobre as negociações entre Mercosul e China. “A Argentina mantém relações cordiais com a China — elas apenas não são muito visíveis”, disse Florencia Rubiolo, diretora do centro de estudos argentino Insight 21. Segundo ela, um acordo envolvendo todo o Mercosul tornaria essa relação mais evidente. “Se a questão for um gesto diplomático, parece improvável que o governo apoie esse tipo de acordo”, concluiu.
A enfermeira Edineusa Matos faz 'bico' como acompanhante de saúde BBC O envelhecimento da população brasileira e as famílias cada vez mais enxutas com a redução do número de filhos tornaram a presença de um cuidador de idosos mais comum em muitas casas — e levam o Congresso a discutir a regulamentação dessa profissão. Mas os profissionais desse ramo também têm sido contratados, inclusive por pessoas mais jovens, para ajudar em outras atividades do dia a dia — por exemplo, como acompanhantes em exames e procedimentos hospitalares e agendando consultas para clientes. Por meio de plataformas online como Cronoshare e GetNinja, clientes procuram por auxiliares para determinadas funções, especificando suas demandas. Quando um trabalhador se interessa, entra em contato com que fez o pedido. A contratação é informal, sem assinatura de contratos de trabalho, assim como o pagamento, que costuma ocorrer via Pix. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Girlaine Ferreira, de 56 anos, tem clientes assim com frequência, mas diz que essa função ainda é pouco conhecida. Ela trabalha como cuidadora há seis anos e tem um trabalho fixo, mas atua como acompanhante para fazer uma renda extra. Cobra R$ 220 no mínimo por acompanhamento, incluindo seu deslocamento — muitas vezes com transporte público. Se a duração do serviço chega a 12h, o valor sobe um pouco: R$ 250 durante a semana e R$ 300 nos finais de semana e feriados. Dessa forma, ela diz que consegue ganhar 35% a mais todo mês. Segundo Girlaine, que atende na região metropolitana de São Paulo, os clientes costumam ser de classe média ou alta, e ela apontar algumas razões para isso. "Para uma pessoa que vive somente com um salário mínimo, é mais difícil [contratar esse tipo de serviço]", diz ela. "Mas, além da parte financeira, não existe ainda muita informação sobre esse trabalho, e não é todo mundo que entende quem presta esse tipo de serviço. Quanto menor for a instrução, menos a pessoa sabe que isso existe." Girlaine conta que já desempenhou funções variadas. Para uma brasileira que mora na França, foi sua acompanhante em um exame. A mãe da cliente já era idosa, não podia ir com ela, e o marido não estava no Brasil, por isso ela a procurou. "Ela devia ter uns 38, 40 anos. Acompanhei, esperei finalizar o procedimento, comprei os remédios e, quando já estava bem, ela me liberou." Com formação no cuidado de idosos, Girlaine conta que não é necessário ter um curso como acompanhante de saúde ou em áreas relacionadas à enfermagem, por exemplo. Assim como o cliente expõe suas demandas, o profissional também esclarece nas plataformas o que pode ou não fazer como parte do serviço. Além de consultas e exames, ela já acompanhou pacientes internados por longos períodos em hospitais. "Já fiquei mais de mês em uma UTI, próximo da finitude do paciente", recorda. 'Atendi cliente com fobia de dirigir' A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos, 40 anos, também viu neste tipo de acompanhamento uma oportunidade de ganhar mais. Ela trabalha há seis anos como acompanhante na capital e no ABC paulistas. "Como trabalho como auxiliar de enfermagem em um turno de 12 horas e descanso por 36 horas, muitas vezes consigo fazer esses trabalhos à parte". "No começo, eu não sabia como me 'vender'. É preciso pensar como se projetar na plataforma. Hoje, eu tenho uma avaliação cinco estrelas, mas não foi fácil." Hoje, além do anúncio online, os novos clientes chegam até por meio de indicações. Um atendimento que chamou sua atenção foi o de uma mãe que precisava levar o filho autista para o médico. A cliente queria ir de carro, mas tinha medo de dirigir — e não queria usar aplicativos de transporte. Edineusa não costuma fazer as vezes de motorista, mas viu o serviço como uma gentileza para a mãe. "Ela tinha especificado tudo isso no anúncio na hora de contratar, e o filho dela era autista nível três [considerado o mais grave]. Dirigi para ela e fui com ela ao médico", lembra. Edineusa conta também já foi retirar remédios de alto custo em um posto público e auxiliou um paciente com bolsa de nefrostomia (usada para coletar urina diretamente de um rim), entre outros serviços. Atualmente, ela acompanha um paciente idoso na hemodiálise aos finais de semana. Ela ganha R$ 2,6 mil por mês como auxiliar de enfermagem e conta que têm conseguido aumentar sua renda como acompanhante — em alguns meses, ganha com isso até mais do que como o emprego oficial. Com a renda extra, Edineusa diz que financiou a compra de um apartamento e que pretende se mudar da comunidade onde mora. Ela cobra por diária, de no mínimo de quatro horas: "O mínimo é R$ 130 o dia, dependendo do procedimento. Quando há um esforço maior do meu trabalho, pode chegar a R$ 260". Riscos de informalidade O trabalho de cuidador tradicional é previsto na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) como "cuidador de idosos" e "cuidador em saúde" — o que permite uma contratação com carteira assinada. Esse profissional pode acompanhar uma pessoa em consultas e exames, auxiliar em exercícios leves e administrar medicamentos por via oral, desde que prescritos por um médico. O papel do cuidador é observar sintomas, identificar sinais de emergência e acionar ajuda especializada — sem diagnosticar doenças e receitar medicamentos. No mercado, é comum que seja exigido do trabalhador um curso de cuidador de idosos e pessoas, que normalmente mínima tem carga de 360 horas. Mas a categoria ainda não tem um sindicato nacional unificado, apenas entidades regionais e sindicatos de categorias próximas, como de trabalhadores de saúde e de empregados domésticos. Uma lei que regulamenta especificamente a profissão de cuidador de idosos tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Para a advogada trabalhista Patrícia Schüler Fava, serviços esporádicos, como acompanhar um paciente em exames e consultas, se enquadram como prestação de serviço eventual. Nesses casos, não há vínculo empregatício, e o pagamento costuma ser combinado por diária. Mas a situação muda quando a prestação do serviço vira rotina. O contratante passa a ter obrigações formais como registro em carteira, controle de jornada e cumprimento de todos os direitos trabalhistas previstos para a categoria. "Pela legislação, comparecer à residência pelo menos três vezes por semana, mesmo que por poucas horas, já caracteriza a relação como trabalho doméstico", diz Fava. A BBC News Brasil procurou a Cronoshare e GetNinja para abordar a questão da formalização dos profissionais que oferecem serviços deste tipo oferecidos nestas plataformas, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. Envelhecimento acelerado e redes de apoio menores A maior longevidade e a queda da fecundidade no Brasil ajudam a explicar a maior demanda pelos serviços oferecidos por Edineusa e Girlaine, segundo especialistas entrevistados pela BBC News Brasil. "Há 30 ou 40 anos, era comum ver babás em pracinhas, mas era raro encontrar cuidadores de idosos. Hoje, em 2025, acontece o contrário", diz a médica Roberta França, especialista em longevidade consciente e saúde mental e membro da Sociedade Brasileira de Neuropsiquiatria Geriátrica. A médica defende ser preciso a profissionalização do setor e maior formação técnica. "Envelhecemos em 30 anos o que a Europa levou mais de 100. Mas, diferentemente da Europa, não enriquecemos antes de envelhecer e não nos preparamos para esse processo." Como acompanhante de saúde, Girlaine diz que conseguiu aumentar a renda em 35% BBC Márcio Minamiguchi, demógrafo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirma que a geração que hoje tem cerca de 80 anos já demanda mais esse tipo de cuidado como efeito de terem tido menos filhos e sua rede familiar ser mais reduzida do que era comum no passado. Segundo Minamiguchi, neste cenário, o cuidado familiar tende a perder força, abrindo espaço para a contratação de profissionais e de instituições de longa permanência para idosos (ILPI) — popularmente conhecidos como "asilos" ou "casas de repouso". "São mudanças rápidas e profundas, que tendem a expandir a oferta desses serviços, mas que também enfrenta o desafio da disponibilidade de mão de obra." A antropóloga Valquíria Renk lembra, porém, que muitos brasileiros não têm condições financeiras de contratar serviços de cuidado profissionais, o que faz com que esse trabalho acabe recaindo sobre familiares — geralmente mulheres, sem receber remuneração — ou sobre amigos e vizinhos. Para quem tem maior poder aquisitivo, o dinheiro pode não ser o maior problema, mas sim a falta de tempo, por conta de jornadas longas de trabalho, por exemplo. Contratar alguém para cuidar de uma pessoa em tempo integral ou acompanhá-la no médico ou outros serviços tem se tornado uma saída em casos assim, diz Renk. "Pessoas com mais recursos conseguem montar equipes multidisciplinares, garantir fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento médico contínuo", aponta a antropóloga, que é professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). "Esses serviços têm custos elevados e muitas vezes não são cobertos pelo sistema público de saúde." Renk afirma que a Política Nacional do Cuidado busca ampliar o reconhecimento social desse tipo de atividade e ampliar a qualificação na área, mas ainda é pouco eficaz. Essa política foi proposta pelo governo federal, aprovada pelo Congresso e sancionada no final de 2024. Ela reconhece o cuidado como um direito universal e uma responsabilidade compartilhada entre Estado, famílias, sociedade e setor privado, dando diretrizes para isso. O objetivo é distribuir responsabilidades e garantir uma estrutura mínima para que famílias consigam cuidar adequadamente de idosos, crianças, pessoas com deficiência ou indivíduos com doenças crônicas. Mas, para França, a política está longe de produzir efeitos concretos — sem trazer ações obrigatórias, ela depende de regulamentação, orçamento e implementação. Essa distância entre o que diz a lei e a realidade cotidiana deixa grande parte das famílias sem apoio. "O que vemos no Brasil inteiro são famílias cuidando de idosos com demência ou doenças graves sem qualquer auxílio. Esse cuidado recai sobre uma única pessoa, normalmente uma mulher, que trabalha por longas jornadas, muitas vezes sem remuneração." Donos de 'achadinhos' faturam até R$ 100 mil por mês com perfis anônimos